UFMG desenvolve vacina contra a covid-19

Se tudo correr como previsto e houver os investimentos necessários, o Brasil terá uma vacina nacional contra o novo coronavírus (covid-19) em 2022. O primeiro imunizante nacional contra a covid-19 está sendo desenvolvido pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto com outros estudos relevantes na mesma área de vacinas. 

A parceria firmada no dia 4 de fevereiro entre a UFMG, o governo de Minas Gerais e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) pode acelerar a produção de vacinas no estado, disse, em entrevista à Agência Brasil, a professora Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do CT-Vacinas. 

Outros parceiros poderão participar do projeto, entre os quais a Fundação Ezequiel Dias (Funed), que tem uma fábrica para produção de vacinas. A professora disse que a parceria está sendo avaliada.

Testes

No ano passado, foram realizados testes em modelos animais (camundongos), quando a equipe do CT-Vacinas identificou os antígenos e a melhor composição nesse sentido. “Fizemos testes em animais, inclusive em animais transgênicos [geneticamente modificados], necessários para esse tipo de análise”, informou Ana Paula. 

A equipe está se preparando para lançar estudos clínicos, seguindo os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para depois começar os testes em humanos.

Para definir qual vai ser a composição da vacina, serão feitos testes de toxigenicidade em outros dois modelos, que poderão ser ratos e coelhos, de modo a cumprir exigência da Anvisa. “Será preparado um lote piloto para testagem em animais, e que servirá também para humanos, e usa essa formulação para o teste clínico de segurança, inicialmente, imunogenicidade, e, depois, o teste de proteção”, disse a professora da UFMG. 

A perspectiva é que, havendo investimentos, os testes em humanos poderão ser realizados ainda este ano, disse a professora.

Independência

Na fase inicial do projeto e nas alternativas buscadas pelo CT-Vacinas, foram gastos R$ 5 milhões. Ana Paula Fernandes disse que para as fases 1 e 2 – testes em animais -, o valor dos investimentos oscila entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões. A etapa clínica, que envolve os testes em humanos, é bem mais cara, alcançando recursos em torno de R$ 100 milhões.

Ana Paula destacou que esse investimento, embora seja elevado, “é menor do que aquele que está sendo feito para a transferência das tecnologias de fora”. 

“Esse processo vai ser, realmente, um marco histórico, que vai poder ser replicado para outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica”, disse a coordenadora do CT-Vacinas. 

De acordo com Ana Paula, todos os países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), à exceção do Brasil, “conseguem abocanhar, digamos assim, uma fração considerável do mercado de insumos em vacinas mundialmente”, o que repercute de maneira positiva em suas balanças comerciais.

“O Brasil tem competência para fazer isso. Precisa é colocar os elos da cadeia conectados”, disse a professora. Na avaliação de Ana Paula, o projeto da UFMG tem esse vínculo. 

Ela disse que, ao contrário do Instituto Butantan ou da Biomanguinhos, que estão trazendo tecnologia de fora e produzindo no Brasil, o CT-Vacinas está construindo um processo do início ao fim. “Estamos chamando de vacina de raiz”. 

A coordenadora disse que a construção desse processo, o domínio dessas plataformas de tecnologia, são estratégicos, “e o Brasil não tem isso”. Ela lembra que todas as vacinas usadas em humanos no Brasil são de tecnologias importadas.

Ana Paulo disse que a equipe do CT-Vacinas já dominou as diferentes plataformas para produção de vacinas em vetores virais, mas que isso não significa, entretanto, que em uma única vacina serão usados todos esses vetores ou uma combinação deles. No momento, segundo a professora, mesmo a partir da produção da primeira vacina nacional, o indicativo é que serão necessárias duas doses para imunização da população. “Mas ela é uma vacina muito mais fácil de ser produzida, porque o sistema de produção dela não tem a complexidade, por exemplo, de uma Coronavac”, tratando-se de uma alternativa mais simples e mais viável.

Continuidade

Ana Paula acredita que ao longo dos próximos meses serão concluídos os estudos clínicos da fase 1 e 2, de imunogenicidade e segurança em humanos, prevendo para o segundo semestre o início da fase 3, em humanos. A nova vacina deverá estar disponível no próximo ano. 

A professora da UFMG disse que uma vacina desse tipo vai continuar sendo necessária no Brasil porque, “hoje, a cada dia que passa, a gente tem mais certeza de que vamos entrar possivelmente em uma sistemática de doses anuais para coronavírus, assim como é para Influenza”. 

Segundo Ana Paula, o vírus vai continuar circulando e variantes vão surgir, o que demandará plataformas que contornem o problema do surgimento dessas variáveis do coronavírus.

A reitora da UFMG, Sandra Almeida, não tem dúvidas que a parceria com o MCTI e o governo mineiro “será fundamental não apenas para a continuidade do desenvolvimento do imunizante contra o coronavírus, mas também para as pesquisas com vacinas a longo prazo”. 

“Necessitamos, mais do que nunca, de articulação entre as universidades e os órgãos públicos estaduais e federais para garantir investimento contínuo”.

Já o ministro Marcos Pontes disse que a vacina da UFMG, desenvolvida com tecnologia nacional, “é importantíssima para o estado [de Minas Gerais] e para o país e tem grande relevância para a ciência brasileira”.

Covid-19 deixa disfunções cognitivas em 80% dos pacientes, diz estudo

As histórias contadas por pacientes que se recuperaram da covid-19 são preocupantes. “Dormi em pé tomando banho”, “meu marido sofreu traumatismo craniano enquanto andava de bicicleta e dormiu”, “lembro-me de fazer o pedido da comida e de pagar por ele, mas não me lembro de ter comido”. 

Outro dado alarmante mostra ainda que essas sequelas não acontecem somente em pessoas que sofreram a doença no estágio mais grave. Pacientes que tiveram coriza ou outros sintomas mais leves e até mesmo os assintomáticos também foram diagnosticados com disfunção cognitiva em algum grau. 

É o que mostra o estudo inédito no mundo O uso do jogo digital MentalPlus®️ para avaliação e reabilitação da função cognitiva após remissão dos sintomas da covid-19, feito no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), conduzido pela neuropsicóloga Lívia Stocco Sanches Valentin. 

Os resultados mostram que a recuperação física nem sempre implica na recuperação cognitiva, diz a pesquisadora, que também é professora da FMUSP. “Isso deixa clara a importância de se incluir na avaliação clínica dos pacientes pós-covid-19 de qualquer gravidade sintomas de problemas cognitivos como sonolência diurna excessiva, fadiga, torpor e lapsos de memória”, explica a médica, “para que, com o diagnóstico precoce, possa haver uma rápida intervenção terapêutica”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aguarda os resultados finais do estudo para adotar a metodologia desenvolvida na pesquisa do InCor como padrão-ouro em âmbito mundial no diagnóstico e na reabilitação da disfunção cognitiva pós-covid-19.

Jogo digital avalia as disfunções 

A pesquisadora usou o jogo digital MentalPlus®, criado por ela em 2010, para avaliar pessoas que tiveram covid-19 em vários estágios, idades e classes econômicas. “Este jogo nasceu para detectar possíveis disfunções neurológicas em pacientes que eram prejudicados após o uso de anestesia geral profunda. Esse mecanismo não só avalia como ajuda na reabilitação. Então decidi usar o MentalPlus® na pesquisa com pessoas que tiveram sintomas ou que testaram positivo para a da covid-19. O resultado foi impactante: independentemente do grau da doença, da faixa etária ou do nível de escolaridade, os pacientes que tiveram sintomas podem sofrer de disfunção cognitiva”. 

Resultados 

A primeira fase do estudo foi feita com 185 pessoas, entre março e setembro de 2020. Atualmente são 430 pacientes em acompanhamento na pesquisa. Os resultados indicam que em 80% dos participantes da pesquisa o novo coronavírus ocasiona dificuldade de concentração ou atenção, perda de memória ou dificuldade para lembrar-se das coisas, problemas com a compreensão ou entendimento, dificuldades com o julgamento e raciocínio, habilidades prejudicadas, problemas na execução de várias tarefas, mudanças comportamentais e emocionais, além de confusão.

Outra consequência detectada no estudo é a diminuição da capacidade visuoperceptiva. “Muitas pessoas perderam a coordenação motora e caem muito”, diz a especialista. Ela explica que, segundo exames de ressonância magnética funcional, isso acontece porque a função executiva é afetada em pessoas que já contraíram o Sars-Cov-2.

“Em uma pessoa saudável, essa função faz com que ela planeje o dia e busque estratégias para atenuar problemas, por exemplo. Se a pessoa perde essa função ou se ela ficar comprometida, isso pode interferir no trabalho e nas relações sociais, e, com isso, levar à depressão, ansiedade, angústia e agressividade”.

A médica do InCor detalha que as sequelas cognitivas acontecem porque o vírus entra pelas vias aéreas, compromete o pulmão e, com isso, baixa o nível de oxigênio. “A dessaturação de oxigênio vai para o cérebro, acomete o sistema nervoso central e afeta as funções cognitivas”. 

Segundo o estudo, a memória de curto prazo de 62,7% dos participantes foi afetada. Já a de longo prazo, teve alterações em 26,8% dos voluntários. Em relação à percepção visual, o impacto foi notado em 92,4%.

“Por causa dos problemas que a covid-19 acarreta nos lobos parietais e occipitais; estes lobos são responsáveis pelo planejamento; organização visuoperceptiva e visuoconstrutiva; pelas sensações corporais; pelos movimentos primários entre outras funções importantes do ser humano”, explicou Lívia.

Segundo a neuropsicóloga, o quadro é passível de reversão, por meio de exercícios cognitivos específicos como os do aplicativo MentalPlus® utilizado no estudo. Essa atividade funciona como uma “musculação mental”, explica a pesquisadora. 

Ao forçar a atividade do cérebro, o órgão é estimulado a um maior consumo de oxigênio, melhorando paulatinamente seu desempenho. “Quanto mais cedo tiver início a terapia cognitiva, mais rápida será a recuperação e, consequentemente, menores os prejuízos mental, emocional, físico e social para essas pessoas”.

Quem deseja mais informações sobre o jogo digital deve entrar no site do InCor e acessar a página de voluntariado para pesquisa, no menu à direita. Nesta página é possível acesso o formulário de inscrições.

Gastos com pandemia não podem passar para futuras gerações, diz Guedes

Os gastos com o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (covid-19) não podem ser empurrados para as gerações futuras, disse hoje (10) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele defendeu que as discussões sobre a retomada do auxílio emergencial sejam acompanhadas da responsabilidade fiscal, com a busca de uma fonte de recursos para financiar a recriação do benefício.

O ministro deu a declaração após se reunir com a presidente eleita da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, deputada Flávia Arruda (PL-DF), e o relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC). Segundo Guedes, o dinheiro para bancar uma nova rodada do auxílio emergencial terá de vir do próprio Orçamento deste ano, em vez de ser financiado pelo aumento da dívida pública.

“Temos o compromisso com as futuras gerações do Brasil. Temos que pagar pelas nossas guerras. Se estamos em guerra com o vírus, temos que arcar e não simplesmente empurrar esse custo para as gerações futuras”, afirmou o ministro.

Argumentando que a economia e a saúde caminham juntas, Guedes disse que os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão empenhados em conciliar as demandas sociais com a responsabilidade fiscal. “Esse compromisso de sensibilidade social e de responsabilidade fiscal é justamente a marca de um Congresso reformista, de um governo determinado, e de lideranças políticas construtivas que temos hoje no Brasil”, disse.

Diálogo

Flávia Arruda e Bittar fizeram uma visita ao Ministério da Economia após a confirmação nos cargos e a instalação da CMO. A presidente da comissão disse que terá conversas diárias com a equipe econômica até a votação do Orçamento de 2021, enviado ao Congresso em agosto do ano passado, mas não aprovado até hoje.

Ao sair da reunião, a deputada reafirmou o compromisso com a vacinação em massa e a recuperação da produção e do consumo. “O fundamental neste momento do país é priorizarmos a vacina, a distribuição de renda e a retomada dos empregos e da economia”, afirmou.

A votação do Orçamento deste ano está prevista para ocorrer até o fim de março, quando vence a CMO com presidência da Câmara dos Deputados, que deveria ter sido instalada em março do ano passado. No fim de março, a atual CMO dará lugar a outra comissão, presidida pelo Senado, que discutirá a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento de 2022.

Em relação ao Orçamento de 2021, Bittar não deu detalhes sobre a proposta. O relator disse apenas que não fará especulações em torno das propostas de recriação do auxílio emergencial e que o parecer será apresentado depois de debates, levando em conta a responsabilidade fiscal defendida pela equipe econômica.

“O que podemos afirmar é temos que aprovar um Orçamento nesse momento de crise que, ao mesmo tempo, continue olhando para os brasileiros que permanecem precisando do Estado e também acene com a retomada da austeridade fiscal. Esse é o princípio”, declarou Bittar.

Capital paulista fecha 2020 com mais de 50 mil imóveis novos vendidos

O número de unidades habitacionais residenciais novas vendidas no ano passado na capital paulista foi de 51.417, o que representa 4,5% a mais do que o registrado em 2019, quando foram comercializados 49.224 imóveis.

Segundo o Balanço do Mercado Imobiliário 2020, divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Secovi-SP, os imóveis mais procurados foram os de dois dormitórios, com área útil de 35 metros quadrados (m²) a 45 m² e preços de até R$ 240 mil.

“Com esse saldo positivo, 2020 surpreendeu e superou as expectativas mais positivas para um ano repleto de adversidades, ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus, que em março impactou os negócios do setor. Em maio, porém, teve início a retomada, impulsionada principalmente pela oferta de produtos aderentes à demanda e pela menor taxa de juros da história do país”, diz o sindicato, que reúne empresas de compra, venda, locação e administração de imóveis.

Conforme o balanço, os lançamentos totalizaram 59.978 unidades na cidade de São Paulo. O maior movimento foi no quarto trimestre, com o lançamento de 33,5 mil unidades. O balanço aponta ainda crescimento na oferta final de imóveis (unidades lançadas, mas ainda não comercializadas), com o mês de dezembro fechando com 46.948 unidades disponíveis para venda.

Segundo o Secovi-SP, a previsão para o mercado imobiliário neste ano é de crescimento em torno de 5% a 10% ante 2020. “Porém, para esse cenário se comprovar, a taxa de juros precisa permanecer em patamares baixos, o PIB [Produto Interno Bruto] deve voltar a crescer, e a inflação ficar sob controle”, diz a entidade.

Vôlei: Copa Brasil masculina tem semifinais nesta quinta em Saquarema

O Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), receberá as semifinais da Copa Brasil masculina nesta quinta-feira (11). O primeiro jogo, a partir das 19h, colocará frente a frente o EMS Taubaté Funvic e o Vôlei Renata, de Campinas-SP, reeditando a final do Campeonato Paulista, vencido pelo Vôlei Renata. 

A equipe de Taubaté (SP) tem parte do elenco recém-recuperada de um surto de covid-19. “Sem dúvida tem um equilíbrio muito grande, já nos enfrentamos algumas vezes nesta temporada, todas sempre muito equilibradas. A outra semifinal também tem grandes equipes. São as quatro equipes que mereceram estar aqui, as mais bem preparadas. A gente está vindo de um momento um pouco difícil, mas isso não é desculpa. Nesse momento, acho que a vontade e a determinação têm que suprir toda falta de ritmo dos jogadores que acabaram tendo COVID-19. Temos que tentar fazer nosso melhor para chegar à final, ganhar esse primeiro jogo, e depois conquistar o título”, disse o levantador Bruninho à equipe da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata.Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata.

Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata. – Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Enquanto isso, no Vôlei Renata, o destaque é o oposto Leandro Vissotto, ex-jogador da Seleção Brasileira, que volta ao Centro de Desenvolvimento de Vôlei após seis anos. “Foi legal reencontrar, mudou pouco a turma que trabalha aqui. Parece que foi ontem que eu estava treinando aqui com a Seleção, mas tem seis anos que eu não voltava. E ver as fotos, do Mundial, do tempo que a gente estava aqui, é muito bacana. Para a semifinal, estamos com alguns problemas físicos. Então a gente tem que usar isso para fortalecer nosso time. A partida é decidida dentro de quadra”, destacou Vissotto.

O Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil. O Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil.

Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil. – Célio Messias/Inovafoto/CBV

Às 21h30, também reeditando uma final estadual dessa temporada, acontece o clássico mineiro entre Sada Cruzeiro e Minas Tênis Clube. O levantador do Cruzeiro, Fernando Cachopa admite que a motivação para o confronto é grande na busca pelo sexto título de Copa. “É uma competição que a gente gosta muito de jogar, acho que os resultados mostram isso. Também juntou o clássico, que nos dá uma motivação a mais para jogar.

Os jogos contra o Minas sempre têm um lugar especial na história do clube. Então acho que vai ser uma disputa interessante. Acho que eles também vêm com esse sentimento de clássico, de querer vencer. Foi o único time que venceu a gente na Superliga até agora, então a gente fica com esse sentimento de querer dar mais um pouco. Mas acho que todo jogo a gente entra com esse sentimento de querer vencer, dar mais para ganhar, e acho que amanhã não vai ser diferente”, declarou Cachopa.

O Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil.O Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil.

Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil. – Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O Minas Tênis Clube aposta no levantador campeão olímpico William Arjona. “As expectativas são as melhores. Acho que o time está em uma crescente, está jogando bem. Espero que esteja todo mundo bem no dia para a gente fazer um bom jogo”, analisou William.

Os vencedores dos jogos desta quinta-feira se enfrentarão na final da Copa Brasil na sexta-feira (12), às 21h30, também no Centro de Desenvolvimento de Voleibol em Saquarema.

Ginástica artística: federação cancela etapas da Copa do Mundo

A Federação Internacional de Ginástica (FIG) confirmou nesta quarta-feira (10) o cancelamento das etapas da Copa do Mundo de individual geral de ginástica artística de Stuttgart, na Alemanha, e de Birmingham, na Inglaterra.

Originalmente, o circuito previa quatro etapas. Somente a de Milwaukee, nos Estados Unidos, ocorreu antes da pandemia. O agravamento da crise da covid-19 na Europa, forçou o cancelamento das duas etapas seguintes. Até o momento, a única confirmada é a de Tóquio. Marcada para 4 de maio, a competição será também o evento-teste da modalidade para os Jogos Olímpicos.

Equipe masculina já está garantida em Tóquio.Equipe masculina já está garantida em Tóquio.

Equipe masculina já está garantida em Tóquio. – Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

Antes das mudanças, o sistema de classificação olímpica da ginástica artística exigia a participação de pelo menos três das quatro etapas da Copa do Mundo. A forma que A FIG encontrou para definir os classificados até o momento foi reorganizar as vagas entre os países com as melhores classificações por equipes no Mundial de 2019.

Ainda existem 16 vagas masculinas e 14 femininas. Elas serão realocadas através da Copa do Mundo de Aparelhos, prevista para ocorrer entre 10 e 13 de março em Doha, e os campeonatos continentais. O time brasileiro já está classificado com a equipe completa no naipe masculino e, no feminino, apenas a atleta Flávia Saraiva está com a vaga. Mas existe a possibilidade de classificar mais mulheres no Campeonato Pan-Americano, que será disputado no Brasil, em junho.

Judô brasileiro volta as atenções para o Grand Slam de Tel Aviv

A seleção brasileira de judô embarca no domingo (13) para Israel, onde acontecerá o Grand Slam de Tel Aviv, entre os dias 18 e 20 de fevereiro. Foram convocados pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) 15 atletas. Nas chaves masculinas, a equipe nacional contará com dobradinhas no 60kg, 73kg e 81kg: Phelipe Pelim e Allan Kuwabara, no ligeiro; David Lima e Eduardo Katsuhiro, no leve; e João Macedo e Victor Penalber, no meio-médio. Fecham a equipe Rafael Macedo (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg) e Willian Lima (66kg).

Em janeiro, o Brasil fechou a participação no Master de Doha sem medalhas. Para reverter esse resultado e tentar voltar ao pódio, a equipe passou por dez dias de concentração em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, entre os dias 25 de janeiro a 03 de fevereiro. “A gente teve algumas mudanças nos treinos após os resultados do Masters e os treinadores conseguiram montar um treinamento melhor para que a gente consiga desempenhar um resultado melhor nas próximas competições”, ponderou o campeão mundial júnior, Willian Lima, ao site da Confederação Brasileira de Judô. “Contamos também com a presença do Leandro Guilheiro e do João Derly, que são grandes ídolos, que conseguiram agregar muito nesse treinamento com coisas que a gente precisava ouvir, não só na parte técnica, mas de motivacional também.”

Maria Suelen, judôMaria Suelen, judô

Maria Suelen, judô – Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

Já no time feminino, a única categoria com mais de uma atleta será o peso Leve (57kg), com Ketelyn Nascimento e Jéssica Pereira. Elas terão a companhia das experientes Eleudis Valentim (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg). Atual número três do ranking mundial no peso pesado feminino e com a experiência de três ciclos olímpicos com a seleção, Suelen sabe da importância das próximas competições. “É um Grand Slam e agora não tem mais competição fraca. Todas estão muito fortes. E o fato de podermos estar vindo sempre à Pinda treinar está nos ajudando muito a nos preparar. Agora é uma competição de cada vez. A gente nem tem certeza se as outras competições vão acontecer, por que tem muitas fronteiras fechadas. Então, é participar como se fosse a última para Tóquio”, projeta.

O Grand Slam de Tel Aviv é a segunda etapa do calendário internacional da Federação Internacional de Judô (FIJ) em 2021. O Circuito Mundial tem outros quatro Grand Slam previstos (Tashkent, Antalya, Tbilisi e Paris), além de um Campeonato Pan-Americano e do Campeonato Mundial, que fechará a classificação para Tóquio, em junho.

Nory recupera medalhas furtadas após PM checar denúncia em São Paulo

O ginasta Arthur Nory recuperou as 33 medalhas que haviam sido roubadas na última sexta-feria (5), durante um furto a sua residência, graças a uma denúncia feita à Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). No final da tarde de ontem (9), ao averiguar a informação, agentes do 14º Batalhão Militar Metropolitano foram à Rua Teotônio Viléla, no bairro de Osasco, e encontraram numa lixeira uma caixa com as medalhas do atleta, junto a uma carta em que o ladrão disse estar arrependido. 

Entre as medalhas furtadas estavam três comendas conquistadas no Pan-Americano de Lima, em 2019. Já o o bronze olímpico no solo e o ouro conquistados nas barras fixas no Mundial de 2019 não chegaram a ser levados, pois estão guardados em outro local.

Rio distribui 131 mil doses de vacina contra covid-19 a municípios

Novas doses das vacina contra o coronavírus começaram a ser entregues nessa terça-feira (9) para os 92 municípios do Rio de Janeiro. Após terem esgotado os estoques em algumas das maiores cidades do estado, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a nova remessa será de 131,11 mil doses. São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana, já receberam as vacinas, e as prefeituras informaram que vão retomar a imunização do grupo prioritário nesta quinta-feira (11).

A distribuição para outros municípios ocorrerá nesta quarta e quinta-feira. A capital também recebeu as novas doses e continua vacinando nesta semana idosos de 85 a 89 anos.

Segundo a Secretaria de Saúde, o estado do Rio recebeu do Ministério da Saúde, no último final de semana, 282, 2 mil novas doses da Coronavac. Metade do lote ficará armazenada na Coordenadoria-Geral de Armazenamento para que seja garantida a segunda dose do esquema vacinal.

Depois que a Defensoria Pública do estado notificou a pasta, para que reforçasse junto aos municípios a necessidade de seguir o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, a secretaria informou que enviou ofício às prefeituras informando ser de extrema importância que os gestores organizem as ações de imunização observando as prioridades elencadas no plano e cuidando para que as vacinas não sejam desperdiçadas, uma vez que são acondicionadas em frascos multidoses.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, destacou que a não observância das regras prejudica a eficácia do planejamento de vacinação, e os gestores podem ser responsabilizados.

“A Secretaria de Estado de Saúde, sempre, desde o início da campanha, determinou que fosse seguido o Programa Nacional de Imunização. O público alvo são os profissionais de saúde e os idosos. Os idosos foram o grupo mais prejudicado, que teve mais letalidade durante toda a pandemia. Ocorreram algumas não conformidades [nos municípios], todas elas foram encaminhadas aos órgãos de controle, Ministério Público (MP), Defensoria. As vacinas são finitas, não há a quantidade para todos. Então, nessa fase, é preciso usar com parcimônia dentro do Programa Nacional de Imunização”, disse o secretário.

Na semana passada, o MP precisou intervir para garantir que alguns municípios seguissem o Plano Nacional de Imunização. Em São Gonçalo, a vacinação de profissionais de saúde ocorreu sem que fosse pedido comprovante de vínculo com o trabalho na linha de frente de enfrentamento à pandemia, o que ocasionou inclusive a corrida de pessoas de outros municípios para a cidade em busca da vacina. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o MP acionou a Justiça para impedir que profissionais de educação fossem vacinados, já que não fazem parte dessa primeira etapa de vacinação.

Uma liminar suspendeu a imunização, mas a prefeitura informou que mais de 700 trabalhadores da rede municipal de ensino receberam as primeiras doses que deveriam contemplar apenas idosos, pessoas com deficiência institucionalizada e profissionais de saúde.

A Secretaria de Saúde informou que o estado do Rio já recebeu, ao todo 1,04 milhão de doses de vacinas contra a covid-19 e que já foram imunizadas 318 mil pessoas em todo o estado.

IBGE: vendas do comércio varejista crescem 1,2% em 2020

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro fechou 2020 com uma alta de 1,2%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita nominal teve alta de 6%.

Segundo o pesquisador Cristiano Santos, do IBGE a pandemia de covid-19 teve impacto nos resultados da pesquisa ao longo do ano. “Os resultados da pesquisa costumam ter variações menores, mas com a pandemia houve uma mudança neste cenário, já que tivemos dois meses (março e abril) de quedas muito grandes”, afirma.

Apesar da alta no ano, o comércio teve quedas de 6,1% no volume de vendas (a mais intensa da série histórica iniciada em 2000) e de 5,3% receita nominal, na passagem de novembro para dezembro. Na média móvel trimestral, os recuos foram de 1,8% no volume de vendas e de 0,8% na receita nominal.

Na comparação de dezembro de 2020 com dezembro de 2019, houve altas de 1,2% no volume de vendas e de 9,2% na receita nominal.

Vendas em alta

No acumulado do ano, quatro dos oito segmentos do varejo tiveram alta nas vendas: supermercados, alimentos, bebidas e fumo (4,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (8,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%).

Quatro setores tiveram queda nas vendas: combustíveis e lubrificantes (-9,7%), tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%).

O varejo ampliado, que também inclui vendas de veículos e de material de construção, fechou o ano com recuo de 3,7% no volume e de 2,8% na receita nominal. Os veículos, motos, partes e peças tiveram queda de 13,7% no volume. Já o volume de materiais de construção cresceu 10,8%.

Dezembro

Na passagem de novembro para dezembro, todas as oito atividades do comércio varejista apresentaram retração, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,8%), tecidos, vestuário e calçados (-13,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%).

Dois segmentos avaliados no varejo ampliado também tiveram redução de vendas: veículos, motos, partes e peças (-2,6%) e material de construção (-1,8%).