Oposição mostra força e estratégia ao garantir comando da CPMI do INSS

“Agora temos a garantia de que a CPMI vai investigar profundamente quem foi que roubou os aposentados do nosso país, doa a quem doer”, afirmou Ciro Nogueira.

 

A semana foi marcada por uma guinada política em Brasília. Com a formalização da federação entre União Brasil e Progressistas, a oposição conquistou uma superbancada no Congresso Nacional, consolidando-se como uma das maiores forças políticas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Piauí, o comando ficou nas mãos do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, que tem endurecido o tom contra Lula.

“Não faz sentido partidos que agora formam uma federação independente continuarem sustentando um governo que afunda o país. É hora de marcar posição”, disse Nogueira.

O fortalecimento se traduziu em resultados imediatos. Na quarta-feira (20), a oposição conseguiu uma vitória estratégica ao emplacar a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as fraudes e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — escândalo que atingiu diretamente milhões de aposentados e pensionistas.

Na Presidência da CPMI ficou o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e na relatoria o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), derrotando os candidatos dos Presidentes do Senado, David Alcolumbre (UB-AP) e da Câmara, Hugo Motta (REP-PB). Para Ciro Nogueira (PP-PI), o controle da CPI garante que as apurações não fiquem engavetadas.

“A oposição venceu a eleição para presidente e relator na CPMI do INSS que foi instalada hoje. Agora temos a garantia de que a CPI vai investigar profundamente quem foi que roubou os aposentados do nosso país, doa quem doer”, afirmou o senador.

A movimentação reforça a pressão sobre o Palácio do Planalto, que vinha tentando conter o avanço das investigações. A expectativa é que a CPMI revele a dimensão dos prejuízos causados por fraudes no sistema previdenciário e aponte responsáveis políticos e administrativos.

Aliados de Lula avaliam que a oposição ampliou seu poder de fogo ao unir forças em uma federação e agora tende a endurecer o discurso contra o governo, usando a pauta previdenciária — extremamente sensível para a população — como bandeira de desgaste. Para a base do Governo há forma de tentar escapar do degaste é mostrar que os crimes tiveram início ainda no Governo Jair Bolsonaro (PL).

Confira:

 

Fonte: Opinião e Notícia

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