Coluna – A Premier League paralímpica é aqui


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O futebol de cegos (antes chamado futebol de cinco), ao menos para nós, brasileiros, é uma das modalidades paralímpicas mais populares. Considerando a paixão que a versão convencional mobiliza por aqui, não é difícil entender o porquê. Ao contrário do que ocorre nos gramados, porém, em que os principais atletas se concentram nas competições europeias, o que existe de melhor no esporte adaptado para deficientes visuais está aqui, no Brasil. Portanto, não é exagero dizer que o Campeonato Brasileiro de futebol de cegos equivale, por exemplo, à Premier League, como é conhecida a liga inglesa, a mais badalada do planeta.

Brasil e Argentina são as seleções mais vitoriosas da modalidade. Foram as únicas a ganharem o Campeonato Mundial, disputando entre si cinco das sete finais já realizadas. Os brasileiros são pentacampeões, quatro vezes batendo os hermanos, enquanto eles levantaram a taça em duas ocasiões, superando a equipe verde e amarela em uma delas. Na Paralimpíada, o domínio canarinho é total, com medalha de ouro nas cinco edições – em duas, entre elas a última, em Tóquio (Japão), no ano passado, vencendo os argentinos na final.

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Para se ter ideia, os 12 campeões paralímpicos pelo Brasil em 2021 e metade dos convocados pela seleção hermana que foi prata nos Jogos de Tóquio estão no Brasileirão deste ano, que é disputado até domingo (13) no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com entrada gratuita. Os argentinos representam 50% dos 18 estrangeiros entre os quase 120 atletas com deficiência que estão presentes na competição nacional – os goleiros do futebol de cegos, vale lembrar, têm visão normal.

“É a melhor liga do mundo. Não há outra igual. É muito competitiva e difícil. Todas as equipes querem ganhar”, resumiu o argentino Coki Padilla, que atua há nove anos no país, à Agência Brasil.

No time da Associação Gaúcha de Futebol para Cegos (Agafuc), de Canoas (RS), Padilla tem a companhia de Ángel Deldo, capitão argentino. Considerado um dos melhores jogadores do mundo, Ricardinho é um dos brasileiros com os quais os hermanos dividem o vestiário na equipe gaúcha. Os outros são Nonato (autor do gol do ouro paralímpico em Tóquio) e o goleiro Luan. Todos protagonistas da seleção verde e amarela.

“Antes de os argentinos atuarem mais no Brasil, tínhamos uma relação mais fria, porque apenas nos encontrávamos na hora do clássico. Sempre houve respeito, mas a rivalidade é grande. Com a convivência no clube, vamos vendo o outro lado. Não só o do atleta, mas o da pessoa, o caráter, os valores. O Coki e o Ángel são especiais”, declarou Ricardinho.

“O futebol de cegos é muito família. Desfrutamos do jogo e falamos muito com os jogadores brasileiros. O Brasil tem uma excelente seleção, que nos venceu muitas vezes. E é uma sensação curiosa, pois jogamos contra eles na Copa América, em Córdoba [Argentina, há duas semanas], cada um defendendo sua camisa. Agora estamos juntos de novo e celebrando. O gol não tem fronteiras”, comentou Padilla.

A lembrança da Copa América é amarga para os brasileiros, superados pelos argentinos nos pênaltis. Desde 1997, foi apenas a quarta vez, em 26 decisões, que o Brasil perdeu uma final para os hermanos. Nada, porém, que mexa com o ambiente no time gaúcho.

“Agora tem que aturar, né? Estávamos há cinco anos sem perder uma competição, então eles sabem que ganharam de uma grande seleção, como a deles também é. Mas eles [argentinos] têm uma maturidade legal e isso é bom para o futebol. Nas quatro linhas a coisa esquenta, no bom sentido. Fora [de quadra], todos têm uma postura muito legal. Convivemos nas horas vagas, tocamos violão juntos. É o mais importante”, afirmou Ricardinho.

Além da rivalidade

Não é só de Brasil e Argentina que vive o Brasileirão de futebol de cegos. O torneio ainda tem jogadores de Paraguai, Chile, Uruguai, Colômbia e Peru, distribuídos pelas 15 equipes participantes. Entre os veteranos está o paraguaio Hugo Ramírez, que disputa a competição desde 2011. Na edição deste ano, ele defende o time da União dos Atletas Cegos do Distrito Federal (Uniace), de Brasília.

“A seleção do Brasil é a melhor do mundo, então, jogar aqui é um grande privilégio. Crescemos muito tecnicamente, aprendemos com os melhores. Se você quer fazer bem, tem de vir jogar com eles”, declarou Ramírez.

A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs), de Porto Alegre, por sua vez, reforçou-se com o peruano Bryan Bartolo, eleito o craque da Copa América de Córdoba, além de ter sido o artilheiro da competição ao lado do colombiano Jhon González (que também defende a Acergs), ambos com cinco gols. É a primeira vez de Bartolo no futebol brasileiro.

“Um dos meus objetivos no Brasil era adquirir experiência e compartilhá-la com meus companheiros de seleção. O que já pude aprender, tentei somar para que fizéssemos uma boa Copa América e nos classificássemos para os Jogos Parapan-Americanos de Santiago [Chile, em 2023]. Agora quero seguir crescendo como pessoa e esportista, ajudando minha equipe”, destacou o peruano.

“Nosso campeonato nacional sempre foi considerado o melhor do mundo, mas cresceu nessa última década. Vieram jogadores sul-americanos e, às vezes, [contratam] algum europeu. São atletas de qualidade, que trazem um algo a mais, com algumas características diferentes do brasileiro. Tudo que vem para agregar é bom”, concluiu Ricardinho.

Olho no mata-mata

As quartas de final do Brasileirão de futebol de cegos começam nesta sexta-feira (11), com jogos às 9h, 10h15, 14h e 15h15, sempre no horário de Brasília. No sábado (12), as duas semifinais estão marcadas para 9h e 10h15. Por fim, no domingo, a decisão será às 9h, enquanto a disputa pelo terceiro lugar é disputado na sequência, às 10h30. O CT Paralímpico fica no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, na zona sul de São Paulo.

A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) desde 2011. Duas equipes venceram o torneio de lá para cá: a Agafuc e o Instituto de Cegos da Bahia (ICB), de Salvador, ambos com cinco títulos. Os gaúchos são os atuais tetracampeões. Entre os participantes de 2022, três conquistaram a taça em edições anteriores à gestão da CBDV. O time da Associação Paraibana de Cegos (Apace), de João Pessoa, levantou o troféu quatro vezes, o da Associação Mato-Grossense de Cegos (AMC), de Cuiabá, o fez em três ocasiões e a Acergs em uma.

Dólar sobe para R$ 5,39 e bolsa cai 3,35% após discurso de Lula


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Na contramão do alívio no exterior, o mercado financeiro teve um dia de nervosismo em meio à indefinição sobre a equipe econômica do futuro governo e após o discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar disparou e subiu mais de 4%, aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa de valores teve a maior queda diária desde setembro de 2021.

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (10) vendido a R$ 5,397, com alta de R$ 0,215 (+4,14%). A cotação chegou a desacelerar para R$ 5,26 por volta das 10h45, mas ganhou força e fechou próxima das máximas do dia.

A moeda norte-americana está no maior nível desde 22 de julho, quando tinha fechado a R$ 5,50. No restante do planeta, o dólar teve um dia de queda após a divulgação de dados que mostram a desaceleração da inflação nos Estados Unidos, o que reduz as pressões para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) mantenha os juros altos por longo tempo.

O nervosismo também se manifestou no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.775 pontos, com queda de 3,35%. O indicador está no nível mais baixo desde 29 de setembro, na semana anterior à realização do primeiro turno das eleições. No pior momento do dia, por volta das 16h30, o indicador chegou a despencar 4,46%.

A bolsa brasileira também se descolou do exterior. As bolsas norte-americanas tiveram o maior ganho diário em cerca de dois anos com a queda da inflação nos Estados Unidos.

Resposta

Ao sair do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, no fim da tarde, Lula criticou a reação do mercado. “Nunca vi o mercado tão sensível como o nosso”, respondeu Lula, ao ser questionado por jornalistas sobre o nervosismo no mercado financeiro.

O dólar e a bolsa começaram o dia pressionados após Lula ter anunciado, ontem (9) à noite, que só começará a anunciar os ministros após o retorno da viagem que fará ao Egito. A situação piorou no fim da manhã, quando o presidente eleito, em discurso a deputados da base aliada, criticou o teto federal de gastos e disse que o limite de despesas deveria ser discutido em pé de igualdade com as questões sociais.

“Por que pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos? Por que a gente não estabelece um novo paradigma?”, questionou Lula no discurso.

À tarde, a volatilidade aumentou após o anúncio de que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega participará do grupo da equipe de transição que discute o orçamento, o planejamento e a gestão administrativa.

*Com informações da Reuters

Tite vive seu último capítulo na seleção em busca do hexa no Catar


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O Brasil inicia a Copa do Mundo com uma certeza, a de que terá que escolher um novo comandante ao final da campanha no Catar. Isto porque o técnico Tite já declarou, no início do ano, que, independentemente do resultado final da competição, deixará o comando da seleção brasileira após o Mundial.

Mas antes mesmo de a bola rolar no dia 20 de novembro é possível afirmar que o treinador deixará a seleção em uma situação melhor do que a que encontrou em junho de 2016, quando assumiu oficialmente a equipe.

Chegada após vexame

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A equipe canarinho vinha de uma dolorida desclassificação, ainda na primeira fase da Copa América Centenário após derrota para a seleção peruana. Naquele momento, o Brasil apresentava um estilo de jogo que priorizava o pragmatismo em detrimento da qualidade técnica. Além disso, ainda vivia sob a sombra da vexatória derrota de 7 a 1 para a Alemanha no Mundial de 2014.

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Tite chegou à seleção com a missão de alcançar a classificação para a Copa da Rússia – Divulgação/CBF/Direitos Reservados

A seleção também caminhava de forma claudicante nas Eliminatórias para a Copa da Rússia, ocupando apenas a 6ª posição, fora da zona de classificação.

Foi neste contexto que Tite, que havia conquistado o Campeonato Brasileiro de 2015 pelo Corinthians (equipe pela qual também foi campeão nacional em 2011 e da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012), chegou com a missão de levar o Brasil à Copa. E a missão dada foi cumprida.

Mundial da Rússia

Na Rússia a seleção brasileira fez um Mundial de altos e baixos. Na estreia, empatou com a Suíça. Depois vieram vitórias sobre Costa Rica e Sérvia que garantiram a classificação como melhor do grupo. Nas oitavas o Brasil voltou a vencer, desta vez o México, e chegou às quartas, onde parou diante da Bélgica.

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Técnico comandou a seleção brasileira na Copa da Rússia – Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados

Porém, a cúpula da CBF entendeu que Tite havia feito um bom trabalho, em especial pelo contexto no qual assumiu a equipe, e ofereceu a ele a oportunidade de comandar a seleção em um ciclo inteiro para uma Copa, no caso a de 2022 no Catar.

Primeiro título

E foi justamente entre o Mundial de 2018 e o de 2022 que o treinador garantiu a sua primeira conquista no comando da equipe canarinho. Em pleno estádio do Maracanã, o Brasil derrotou a seleção peruana por 3 a 1 para alcançar pela nona vez na história o título da Copa América.

Porém, a prova de maior força da seleção veio no período de classificação para a Copa. A equipe comandada por Tite terminou a campanha com 45 pontos, estabelecendo um novo recorde na história das Eliminatórias Sul-Americanas no atual formato (antes a marca era da Argentina, com 43 pontos).

E, na busca pela vaga para o Mundial no Catar, o treinador realizou um importante trabalho de renovação que deu oportunidades e protagonismo a jogadores como o meio-campista Lucas Paquetá e os atacantes Vinícius Júnior, Richarlison e Raphinha.

Consequência direta da histórica campanha nas Eliminatórias foi o retorno do Brasil à liderança do ranking de seleções da Fifa em março de 2022, feito alcançado após um hiato de quase cinco anos.

Esperança no Catar

Líder do ranking de seleções da Fifa, dono de um estilo de jogo que prioriza o ataque e em meio a um processo de renovação que começa a dar frutos, o Brasil chega ao Catar como um dos favoritos a ficar com o título. E uma das peças fundamentais deste trabalho de reconstrução é o técnico Tite, que tem chances reais de encerrar sua passagem pela seleção com a conquista do hexacampeonato.

Estados pedem imunizantes contra covid-19 para bebês sem comorbidade


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Os estados pediram hoje (10) que o Ministério da Saúde distribua doses da vacina pediátrica contra a covid-19 para todas as crianças entre 6 meses e 2 anos de idade. Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) fez um apelo para que a pasta amplie a recomendação do imunizante nessa faixa etária.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde começou a distribuir doses da vacina pediátrica Comirnaty, da Pfizer, para crianças com comorbidades entre 6 meses e 3 anos. Ao todo, 1 milhão de doses foram enviadas aos estados e ao Distrito Federal. No entanto, a vacinação para todas as pessoas da faixa etária está autorizada pela Anvisa desde 16 de setembro.

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“O Conass defende a compra imediata de doses suficientes para vacinar toda a faixa etária incorporada e a vacinação seja oferecida para esse grupo sem restrições como a que está definida na Nota Técnica nº 114/2022 – DEIDT/SVS/MS, na qual incluiu somente as crianças com comorbidades”, pediram os secretários estaduais de Saúde, em nota assinada pelo presidente do Conass e secretário do Espírito Santo, Nésio Fernandes de Medeiros Júnior.

O texto citou o Boletim InfoGripe, publicado hoje pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontou que as crianças até 4 anos constituem atualmente o grupo com maior risco para a covid-19, considerando-se a população com até 60 anos de idade. Segundo o boletim, a doença está em expansão na população adulta em quatro estados: Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, com risco de disseminar-se para as crianças.

O presidente do Conass também destacou que a ampliação da imunização para todas as crianças da faixa etária também é defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), assim como por todas as unidades da Federação. “Essa posição institucional foi expressada em todos os fóruns com participação de representantes do Conass”, afirma.

BNDES tem lucro de R$ 9,6 bilhões no terceiro trimestre


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O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro líquido de R$ 9,6 bilhões no terceiro trimestre deste ano, segundo balanço divulgado hoje (10) pela diretoria da instituição.

O resultado financeiro foi 15% menor que o do mesmo período no ano passado e 17,9% menor que o do segundo trimestre deste ano, segundo comparativo apresentado pelo banco.

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Ao excluir operações de venda da carteira de renda variável dessa comparação, porém, o BNDES calcula que o resultado do terceiro trimestre de 2022 ficou 76% acima do mesmo período de 2021, o que reflete acréscimo no produto de intermediação financeira.

Se considerado o acumulado do ano de 2022, desde janeiro, o lucro do BNDES é de R$ 34,2 bilhões.

O desempenho do BNDES no trimestre foi influenciado, principalmente, por receita com dividendos, que chegaram a R$ 7 bilhões, com destaque para os pagos pela Petrobras. A estatal corresponde a 48% da carteira de ações do banco, que soma R$ 64,8 bilhões.

Desembolsos

Foram realizados desembolsos totais no valor de R$ 29,4 bilhões para os clientes do banco, o que representa um aumento de 35% ante os mesmos meses de 2021. Frente a abril, maio e junho de 2022, esse montante corresponde a uma alta de 58%.

O setor de infraestrutura recebeu 39% dos desembolsos do trimestre, somando R$ 11,5 bilhões. O diretor de finanças do BNDES, Lourenço Tigre, atribuiu a liderança do setor entre os desembolsos aos novos produtos oferecidos pelo banco e à fábrica de projetos de privatizações e concessões.

A agropecuária teve o segundo maior peso entre os desembolsos, com R$ 10,3 bilhões em operações aprovadas. Indústria (R$ 4,3 bi) e Comércio e Serviços (R$ 3,4 bi) completam a carteira.

Desde janeiro, o BNDES já desembolsou R$ 62,9 bilhões para projetos aprovados, e a projeção do banco é que o total de 2022 possa chegar a R$ 90 bilhões, valor que seria o maior desde 2015.

O balanço apresentado mostra ainda que a carteira de crédito do BNDES teve aumento de 3,8% em relação ao terceiro trimestre de 2021 e soma R$ 463,2 bilhões. Já os pagamentos ao Tesouro Nacional realizados no terceiro trimestre totalizaram R$ 12,6 bilhões.

Transição

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou que o banco já está à disposição da equipe do próximo governo para colaborar com a transição e disse torcer pelo o sucesso da próxima gestão.

“Já fomos notificados pela Economia para preparar um time interno para estar disponível para a transição. Estamos totalmente à disposição e querendo ser o mais colaborativo possível”, afirmou.

O presidente do banco público disse ainda que o BNDES está pronto para retomar a gestão do Fundo Amazônia, mas ainda não recebeu uma comunicação formal nesse sentido do Ministério do Meio Ambiente nem dos governos de Noruega e Alemanha, que são cotistas do fundo.

Em sua última coletiva de imprensa para apresentação de resultados do BNDES, Montezano fez um balanço de sua gestão à frente do banco e avaliou que conseguiu superar um momento de crise reputacional e de questionamento estratégico da própria existência do BNDES.

“O banco está sendo entregue com uma carteira de projetos, uma estratégia, um capital confortável e liquidez no caixa, para que a próxima gestão possa fazer um trabalho ainda melhor que a gente. A gente vai contribuir para que isso aconteça e torcer para que isso ocorra também”.

Galo triunfa para manter vivo o sonho de vaga direta à Libertadores


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O Atlético-MG superou o Cuiabá por 3 a 0, na noite desta quinta-feira (10) no estádio do Mineirão, e mantém vivo o sonho de conseguir uma vaga para a fase de grupos da próxima edição da Copa Libertadores.

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Após a vitória em casa, o Galo alcançou a 7ª posição com 55 pontos, mesma pontuação do sexto colocado Athletico-PR. Já o Dourado permanece correndo perigo de cair para a segunda divisão. Com o revés, o Cuiabá continua na 16ª posição com 38 pontos, três a mais do que o Atlético-GO.

A vitória do Atlético-MG foi construída com dois gols de Keno no primeiro tempo e um do chileno Vargas na etapa final.

Vitória no Nilton Santos

Outra equipe a vencer na rodada para se manter viva na luta pela classificação para a Libertadores foi o Botafogo, que bateu o Santos por 3 a 0 no Nilton Santos.

O grande destaque do Alvinegro foi o meio-campista Lucas Fernandes, com dois gols. Tiquinho Soares completou o marcador. Com o triunfo, o Botafogo está na 8ª posição com 53 pontos.

Saúde lança programa para levar água potável a indígenas


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O Brasil tem mais de 400 mil indígenas sem acesso à água potável e 55% das aldeias do país não têm água de qualidade garantida. Por isso, o Ministério da Saúde lançou hoje (10) o Programa Nacional de Acesso à Água Potável em Terras Indígenas. O plano prevê metas para alcançar, em até 20 anos, acesso universal a água tratada nas aldeias de todo país.

No programa estão previstas a construção de novos sistemas de coleta e tratamento de água ou reforma e ampliação de sistemas já existentes. O ministro Marcelo Queiroga afirmou que o principal objetivo é oferecer aos indígenas acesso à água de qualidade e controlar doenças que causam diarreia, especialmente entre as crianças indígenas. “Esse programa é uma política pública que foi planejada com critérios técnicos e foi construída com a comunidade indígena”, disse.

Covid-19: SP confirma dois casos da variante BQ.1 da Ômicron


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A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo confirmou hoje (8) a existência de dois casos de covid-19 provocados pela nova variante Ômicron (BQ.1.1), no município de São Paulo.

A nova cepa foi identificada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a secretaria, os casos estão sob investigação epidemiológica das vigilâncias municipal e estadual.

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“A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, até o momento, há dois casos da nova variante Ômicron (BQ.1.1) no município de São Paulo”, diz o texto de nota da secretaria.

Segundo a pasta, a higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel, e a vacinação contra a covid-19 continuam sendo cruciais para evitar o contágio da doença.

Brasil registra 92 mortes e 12,6 mil novos casos de covid-19


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Em 24 horas, foram registrados 12.661 novos casos de covid-19 no Brasil. No mesmo período, houve 92 mortes de vítimas do vírus. O Brasil soma desde o início da pandemia 688.487 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (8), pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.868.153.

Ainda segundo o boletim, 34.098.249 pessoas se recuperaram da doença e 81.417 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização dos dados de casos e de mortes no Tocantins.

Estados

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Segundo os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,15 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,75 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (149,97 mil). Em seguida, aparecem Roraima (175,72 mil) e Amapá (178,56 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (175.731), seguido de Rio de Janeiro (75.891) e Minas Gerais (63.894). O menor total de mortes situa-se no Acre (2.029), Amapá (2.164) e Roraima (2.175).

08 11 2022 Boletim covid
08 11 2022 Boletim covid

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 488,79 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 180,39 milhões com a primeira dose e 162,84 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 5,01 milhões de pessoas. Outras 100,1 milhões já receberam a primeira dose de reforço, e 35,58 milhões receberam a segunda dose de reforço.

Produção de veículos aumenta 15,1% em outubro


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A produção de veículos aumentou 15,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram fabricadas 206 mil unidades em 2022 ante 179 mil em 2021. Os números estão no balanço mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado hoje (8). 

Em relação a setembro, houve queda de 0,8% na produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado de janeiro a outubro, a alta é de 7,1%, somando mais de 1,9 milhão de unidades neste ano.

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As vendas aumentaram 11,4% na comparação entre outubro e o mesmo mês de 2021. Foram emplacados 180,9 mil veículos em outubro e 162,3 mil em igual período do ano passado. No comparativo com o mês anterior, as vendas caíram 6,7%. Em setembro, foram negociadas 194 mil unidades.

De acordo com a Anfavea, as vendas no último dia do mês foram impactadas pelos bloqueios nas estradas por manifestantes que protestaram contra o resultado do segundo turno da eleição presidencial.

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, normalmente, o último dia do mês concentra maior volume de vendas. Leite avalia que deixaram de ser vendidas de 6 mil a 9 mil unidades. “Entregamos 9 mil no último dia [de outubro] e, fazendo uma comparação com outros últimos dias de cada mês, eram sempre em torno de 14 mil, 15 mil unidades. Mais ou menos este também deve ser o impacto na produção”, calcula o presidente da Anfavea.

Se o último dia útil fosse desconsiderado da conta, haveria crescimento de 2,3% na comparação das vendas entre setembro e outubro.

Produção de automóveis

Considerando apenas a produção de automóveis, foram fabricadas 164,7 mil unidades em outubro ante 135,2 mil em setembro de 2021, uma alta de 21,8%. Em setembro, foram produzidos 156,7 mil automóveis, o que representa acréscimo mensal de 5,1%. No acumulado do ano, o crescimento é de 9,1%, com a produção de mais de 1,5 milhão de veículos deste segmento.

Leite acrescentou que a crise dos semicondutores continua sendo o maior desafio da indústria. “Tivemos uma reunião com diversos CEOs [diretores executivos de empresas] e eles sempre apontam a mesma situação, da necessidade de maior fornecimento, mas ela vem se mostrando um pouco menos crítica, menos caótica do que apresentava em alguns meses atrás.”

Exportações

As exportações cresceram 43,5% em outubro na comparação anual, com a venda de 42,8 mil veículos. Em relação a setembro também houve alta de 49,8%. No mês anterior, foram vendidas 28,5 mil unidades para o exterior. De janeiro a outubro, a alta é de 32,4% em relação ao mesmo período de 2021, com a exportação de 406,3 mil unidades.

“O crescimento da exportação tem uma configuração um pouco diferente do que a gente está acostumado. Desse crescimento, 75% é relacionado a México e Chile, não mais à Argentina”, disse o presidente da Anfavea. Tradicionalmente, a Argentina era responsável pelo grande volume das exportações do setor.

Leite destaca que isso revela que o mercado argentino mantém-se como uma oportunidade para a indústria brasileira. “Essas exportações não levam em consideração o mercado da Argentina com a potencialidade que ele tem.”

Para Márcio Leite, isso se deve a medidas do governo argentino. “A restrição de câmbio, de vistos, de importações com ritmo mais lento de liberação… Falamos que o setor estava acompanhando [a situação] para ver o que iria acontecer e, de fato, a gente percebe, sim, uma menor participação do mercado argentino nas nossas exportações.”

Emprego e estoque

O setor tem 188,9 mil veículos em estoque, o que representa 31 dias em ritmo de vendas, sendo 114,6 mil em concessionárias e 74,3 mil nas fábricas. Leite lembra que em 2019, antes da pandemia de covid-19, esse volume alcançava 360 mil unidades e apontava para 45 dias de estoque.

“Estamos com 188 mil, metade do que existia em 2019, no cenário pré-pandemia, e com 31 dias. Dentro de uma normalidade, não há expectativa de que esse estoque baixe. Vai sempre se manter nesse parâmetro”, projetou.

A indústria de veículos empregou 1,7% a mais em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, passando de 102,6 mil pessoas para 104,3 mil. Em relação a setembro, houve queda de 0,2%, reduzindo-se o número de trabalhadores para 104,6 mil.