Apae de Passagem Franca realiza caminhada na Semana Nacional da pessoa com deficiência intelectual

Apae de Passagem Franca realiza caminhada na Semana na Nacional da pessoa com deficiência intelectual , de 21 a 28 de agosto, trazendo momento de reflexão na remoção de barreiras.

Nem todas as pessoas falam com palavras. Algumas se expressam com gestos, com olhares, com dispositivos de comunicação alternativa. Outras comunicam-se com a ajuda de pessoas de confiança, familiares ou profissionais. Isso não diminui seu direito de serem compreendidas. Isso não anula o poder de suas vozes.

Voz é expressão, presença, movimento, gesto, olhar, escolha, tudo isso foi mostrado na grande caminhada da APAE que tem como presidente, Vitória Regia de Freitas Rego, que ocupa também o cargo na presidência estadual das APAES, neste dia (23) sábado, em Passagem Franca do Piauí. O evento contou com a presença do deputado Franzé, vereadora – Tainara de Passagem Franca, vereadora – Marta da cidade de Barro Duro, as escolas também estiveram participando e podemos citar a direção da escola Átila Lira, direção do posto de saúde do município, e representando a secretaria de saúde da cidade de Barro Duro, a secretária – Socorro, os pais dos assistidos acompanharam todo o percurso acompanhando seus filhos, Todos na caminhada manifestando, reivindicando e lutando pela inclusão que é um direito humano e fundamental.

Não se trata de um favor, de uma concessão ou de um gesto de boa vontade. Trata-se de garantir dignidade, equidade e justiça a todas as pessoas, reconhecendo que a diversidade humana é riqueza, e não obstáculo. A inclusão só é plena quando os espaços estão abertos, as barreiras são removidas, os apoios são garantidos e todas as vozes, faladas ou não, são respeitadas como legítimas.

Por isso, neste ano, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla convida famílias, profissionais, amigos e amigas, comunidade, políticas públicas, poderes constituídos para refletir: quem pode definir o futuro de uma pessoa com deficiência? Quem tem decidido o que elas podem ou não fazer, ou quem elas são? Que oportunidades estamos, de fato, ajudando a construir e, sobretudo, estamos prontos para escutar, respeitar as vontades e escolhas, reconhecer diferentes formas de expressão, e agir por uma sociedade verdadeiramente inclusiva?

Convidamos a sociedade a agir. Não basta incluir no papel: é preciso remover barreiras, garantir apoio e valorizar todas as formas de existência. Não basta falar por, é preciso escutar com. Porque a voz também se expressa no silêncio, na dança, no afeto, na arte, no gesto e no olhar.

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