Hugo Calderano acerta com equipe russa para Champions League 21/22

O mesatenista brasileiro Hugo Calderano já tem uma nova casa para a Champions League da próxima temporada. O atleta de 24 anos acertou com o Fakel Gazprom Orenburg, da Rússia. O carioca terá a missão de ajudar o clube a conquistar seu sexto título europeu. A equipe é a principal potência do continente na última década. Conquistou cinco troféus de Champions League em oito finais disputadas, nove títulos da Liga Russa, uma Copa da Europa e uma Supercopa da Europa. “Estou muito feliz por me juntar ao Fakel Gazprom Orenburg para jogar a próxima temporada da Champions League. Essa mudança vai permitir que eu mantenha um calendário mais livre para me dedicar aos treinamentos e torneios internacionais. Ao mesmo tempo, vai me dar a chance de participar de uma competição de alto nível como a Champions League, com uma equipe super competitiva”, afirmou o brasileiro.

Na semana passada, Calderano, sexto colocado do ranking mundial, havia anunciado que deixará o Liebherr Ochsenhausen ao fim da atual temporada, previsto para o mês de maio. O principal fator que motivou a saída de Hugo depois de sete anos jogando na Alemanha foi o desejo de dedicar mais tempo ao novo circuito mundial de tênis de mesa, rebatizado de Federação Internacional de Tênis de Mesa (WTT). A partir deste ano, os eventos internacionais terão ainda mais relevância, tanto em pontuação quanto em premiação. Além disso, devido à pandemia do novo coronavírus, os torneios serão agrupados em curtas temporadas de sedes únicas, limitando a disponibilidade do brasileiro para disputas por clubes.

Em Orenburg, na Rússia, Hugo conseguirá conciliar ambos os calendários, já que reforçará a equipe somente nos confrontos da Champions League. A competição está prevista para começar no segundo semestre deste ano, mas ainda não teve suas datas anunciadas. O próximo compromisso de Hugo está marcado para esta sexta-feira (5), quando Ochsenhausen enfrentará o líder Borussia Düsseldorf, pela 16ª rodada da Bundesliga. A equipe do brasileiro ocupa a terceira posição na tabela, com dez vitórias em 16 jogos – os quatro primeiros avançam aos playoffs.
 

Rugby: COBRAS será a franquia brasileira na Superliga Americana

A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) confirmou nesta quinta-feira (4) que a franquia COBRAS será a representante do país na Superliga Americana da modalidade (SLAR), principal torneio de clubes do continente sul-americano. O nome da equipe surgiu com a intenção de criar identificação entre a comunidade do rugby e a única franquia do país a disputar torneios internacionais. Uma das inspirações é a antiga expressão “a cobra vai fumar”, cujo exagero fantasioso significa realizar algo inusitado e de grande valor.

Para os atletas da equipe, que foram determinantes na escolha do nome, o ditado é um elemento motivador para todos surpreenderem e construírem uma bela história. “Estamos contentes com o batismo da franquia. O rugby nacional está passando por renovações e temos grandes desafios nesse começo de ano. Estamos fazendo nossa parte, treinando forte, progredindo a cada semana, para vencer com o COBRAS e honrar nosso país em todas as competições”, comenta Felipe Sancery, capitão do time, à equipe da CBRu.

Outra referência forte para a marca é a diversidade ecológica e cultural brasileira. Protagonizam o imaginário popular personagens como a anaconda, a cobra grande e o Boitatá, imensa cobra de fogo da cultura tupi-guarani que defende a floresta dos malfeitores.

Para o Brasil, participar desse tipo de torneio é uma chance para os jogadores entrarem em campo em partidas de alto nível e se prepararem para as Eliminatórias da Copa do Mundo. As disputas por vaga no mundial devem iniciar logo após a edição 2021 da SLAR. “O ano é especial, um ano de qualificação para a Copa do Mundo. O grupo acredita muito no trabalho que vem sendo desenvolvido e tem feito todo o esforço possível para buscar evoluir a cada dia. Nesse cenário, a SLAR entra como algo fundamental para o processo de construção do caminho para nosso principal objetivo que é estar no Mundial”, avalia Fernando Portugal, head coach das Seleções Brasileiras, à equipe da CBRu.

O argentino Emílio Bergamaschi, ex-treinador assistente da Argentina e consultor técnico de alta performance da Confederação Sul-Americana, será o head coach dos COBRAS na SLAR. “O rugby brasileiro vem evoluindo a cada ano, isso é notável para toda a comunidade. Nosso desafio na SLAR será uma etapa importante para sonharmos mais adiante com a vaga no Mundial. O intercâmbio com os atletas argentinos está fluindo muito bem e apostamos que seja valioso para todos. Agora é seguir com os treinos em ritmo forte, aprimorando as partes física, tática e técnica. A SLAR é uma excelente oportunidade para a região usufruir de seus principais jogadores atuando perto de casa, motivados em progredir juntos”, observa Emiliano, que pretende trazer grande conhecimento técnico e ajudar na evolução de nossos jogadores.

A SLAR será realizada em duas sedes, Chile e Uruguai, no período de 16 de março a 15 de maio, com a participação de seis franquias: COBRAS (Brasil), Jaguares XV (Argentina), Selknam (Chile), Peñarol (Uruguai),  Olímpia Lions (Paraguai) e Cafeteros Pro (Colômbia). 

O torneio teve ainda um draft de jogadores argentinos provenientes do alto rendimento da Unión Argentina de Rugby (UAR) entre todas as franquias participantes. A ideia é elevar ainda mais o nível competitivo e gerar aprendizado para todos os envolvidos. No caso do COBRAS, a franquia foi reforçada por quatro atletas argentinos – Franco Giudice (abertura), Manuel Bernstein (terceira linha), Marco de Sanctis (fullback) e Santiago Grippo (primeira linha).

Palmeiras estreia na semifinal do Mundial de Clubes contra o Tigres

O Tigres, do México, será o adversário do Palmeiras, no próximo domingo (7), na estreia no Mundial de Clubes da Fifa. Os mexicanos asseguraram a vaga na semifinal contra o Verdão ao venceram de virada nesta quinta-feira (4) o Ulsan, da Coreia do Sul, por 2 a 1, no estádio Ahmad Bin Ali, na cidade de Al Rayyan (Catar). 

A equipe sul-coreana saiu na frente com um gol de cabeça aos 21 minutos de Kee Hee Kim. Ainda no primeiro tempo, aos 37, o francês André-Pierre Christian Gignac empatou para o Tigres, cujo time é comandado pelo técnico carioca Tuca Ferretti. Já nos acréscimos, Gignac voltou a marcar e garantiu a classificação dos mexicanos.

Club World Cup - Second Round - Tigres UANL v Ulsan Hyundai - técnico Tuca Ferretti, do TigresClub World Cup - Second Round - Tigres UANL v Ulsan Hyundai - técnico Tuca Ferretti, do Tigres

O carioca Tuca Ferretti, técnico do Tigres, estará à beira do gramado no próximo domingo (7) na semifinal contra o Palmeiras, comandado pelo português Abel Ferreira – Reuters/Mohammed Dabbous/Direitos Reservados- Reuters/Mohammed Dabbous/Direitos Reservados

A semifinal entre Palmeiras e Tigres será domingo (7), às 15h (horário de Brasília), no Estádio Cidade da Educação, em Doha (Catar). Quem vencer o confronto, garante o passaporte para a grande final do Mundial.

O último semifinalista será definido logo mais, também em Doha:  às 14h30, o time anfitrião Al Duhail entra em campo pelas quartas de final contra os egípcios do Al-Ahly. O vencedor vai encarar na próxima fase o Bayern de Munique, na segunda (8), às 15h. 

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Bolsonaro inaugura centro de treinamento em atletismo no Paraná

O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (4) da inauguração do Centro Nacional de Treinamento de Atletismo, em Cascavel, no Paraná. A cerimônia contou a presença de diversas autoridades e dos medalhistas olímpicos de atletismo, Maurren Maggi e André Domingos.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, contou que o investimento na obra foi de R$ 15 milhões do governo federal e R$ 6 milhões do governo paranaense. “Essa obra é extraordinária para ser, não apenas um lugar para treinamento de alto rendimento, mas, através do contraturno escolar, trazer as crianças, garimpar novos talentos e, principalmente, trazer a coisa bonita do esporte, respeito, patriotismo, seriedade, trabalho em equipe, esforço, sacrifício, cai, levante. Ou seja, não é apenas o ensino e preparação do atletas, mas é a preparação para a vida”, disse Lorenzoni.

O complexo tem uma área de 7,95 mil m² e é composto por arquibancada, setor de treino, área de fisioterapia, alojamento, guarita, estacionamento, estrutura para treino em grama, campo, pista de cooper, quadra e pista de atletismo completa.

De acordo com o Ministério da Cidadania, com essa inauguração, Cascavel passa a contar com dois equipamentos esportivos financiados pelo governo federal. Além do centro de atletismo, foi realizada a implementação e modernização do Complexo Esportivo do município, com R$ 1,7 milhão em recursos.

No início da tarde desta quinta-feira, o presidente Bolsonaro também participa da cerimônia de entrega de veículos para programa de mobilidade do Sistema Único de Assistência Social. O evento acontece em Florianópolis, em Santa Catarina.

Projeto usa olfato de cães para diagnóstico precoce do câncer de mama

No Dia Mundial do Câncer, lembrado hoje (4), o Projeto KDOG se destaca como ferramenta que pode auxiliar os médicos no diagnóstico precoce do câncer de mama. Idealizado pelo Instituto Curie, centro de pesquisa e tratamento de câncer da França, o Projeto KDOG, que utiliza cães no trabalho de biodetecção precoce de câncer em estágio inicial, chegou ao Brasil graças à parceria daquela instituição com a Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia (SFBO).

O Instituto Curie tem mais de sete anos de pesquisas sobre o tema. A biodetecção é a utilização de animais ou outros organismos vivos para detectar algo como substâncias ilícitas ou perigosas, agentes patogênicos, entre outras coisas. O projeto desenvolve uma técnica simples, barata e não invasiva de rastreamento do câncer de mama a partir do olfato canino.

O projeto brasileiro treina cães para detectar mais de 40 tipos de câncer de mama em um laboratório, onde cones oferecem diversas amostras de odores do corpo humano. O método descarta o contato físico entre os animais e as pessoas, para evitar estresse das duas partes.

O responsável técnico pelo projeto no país, Leandro Lopes, disse à Agência Brasil que o projeto KDOG Brasil, que funciona em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, já tem um cão formado e outros dois em formação para a biodetecção. “Os cães vão ajudar a salvar vidas de pessoas e, o mais importante, com qualidade de vida para os cães”, destacou.

Amostras

O protocolo para a obtenção de amostras que serão submetidas aos cães é simples. O projeto recomenda a homens e mulheres lavar as mãos antes de dormir, com sabonete neutro, e colocar compressas entregues em um kit sobre as duas mamas, retirando-as ao acordar, após nova lavagem das mãos com o sabonete neutro. As compressas são colocadas então em um saco e enviadas para o projeto, onde são submetidas ao olfato dos animais no laboratório. Segundo Leandro Lopes, os cães ficarão estáticos em frente à amostra que der positivo para câncer de mama.

Lopes explicou que o câncer é uma modificação biomolecular que vem do corpo humano. Por isso, ela exala cheiro que, muitas vezes, é imperceptível para o homem, mas não para os cães. “Por meio do cheiro, o cão detecta se é negativo ou positivo”. O trabalho de biodetecção tem uma acertabilidade de 91,8%, comprovada cientificamente e seguindo parâmetros do KDOG França, disse. Ele observou que o trabalho não elimina os protocolos tradicionais para detecção de câncer, como mamografia e outros exames.

“O KDOG vem para antecipar isso, para tentar colocar as pessoas em uma triagem, para chegar mais rápido ao mamógrafo”. Leandro Lopes afirmou que o método pode ajudar, principalmente, populações distantes dos grandes centros, como indígenas e ribeirinhos, além de pessoas carentes, porque consegue criar uma velocidade com qualidade, para que o diagnóstico seja encontrado mais rápido. “Porque nós sabemos que quanto mais rápido o câncer for diagnosticado, mais chance tem de cura”.

Futuro

Em futuro próximo, a intenção é disponibilizar o projeto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “É o nosso grande sonho e desejo que isso aconteça. A gente conseguiria ajudar o SUS a ter um controle maior e maior velocidade no diagnóstico”.

Os cães deverão concluir 100% do treinamento previsto no primeiro semestre de 2021. Quando começarem a dar suporte ao SUS, ajudarão a população mais pobre a ter acesso a exames, como o de mamografia. Lopes esclareceu que o cachorro consegue sentir o cheiro do câncer antes de o tumor aparecer. “Por isso, é um processo de triagem. O cão sentiu o cheiro, deu positivo, aquela mulher entra em uma fila de mais atenção”. O projeto é aplicável também para pessoas que já tiveram câncer de mama, direcionando-as para a fila de atenção, caso um novo tumor seja detectado.

A estrutura montada prevê o treinamento de seis cães desde filhotes. Devido ao seu cônico olfativo, com muitos receptores de cheiros, os pastores alemães, belgas ou holandeses têm a preferência para esse trabalho de rastreamento precoce do câncer de mama por meio dos odores. Leandro Lopes lembrou, entretanto, que outras raças têm sido aprovadas no mundo, como o braco alemão, também conhecido como perdigueiro, e o jack russel, porque são ligadas à rusticidade. “São cães dinâmicos, com cônico olfativo interessante, rudimentares, que gostam de trabalhar”, destacou.

Apesar disso, Lopes afirmou que os cães do projeto são animais felizes, que não se desgastam nem ficam presos. São vacinados, vermifugados e fazem exames de sangue semestrais. “Não são cães robotizados, não são cães de laboratório. São cães felizes que, na hora de desconcentração, estão brincando com bolinhas, se esfregando na grama. São nossos amigos”.

Os animais trabalham com sistema de recompensa. Encontrando o odor de câncer, ganham petiscos ou brinquedos. “Não se desgastam os cães”. O projeto no Brasil conta com patrocínio oficial da marca de ração Royal Canin. 

Produção de veículos cai 4,6% de dezembro para janeiro, diz Anfavea

A produção de veículos no país caiu 4,6% em janeiro na comparação com dezembro de 2020, ao passar de 209,3 mil unidades para 199,7 mil. Comparada à produção de janeiro de 2020, quando foram produzidas 191,7 mil unidades, houve aumento de 4,3%. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Apesar das dificuldades foi um bom número. Temos falado que a logística tem feito um trabalho excepcional porque ainda temos descompasso e dificuldades e fomos capazes de produzir um bom número para janeiro. Foi menor do que dezembro, mas melhor que janeiro de 2020, considerando todas as circunstâncias”, disse o presidente da Anfavea, Luis Carlos Moraes.

Segundo os dados, as vendas caíram 29,8% em janeiro, com o licenciamento de 171,1 mil unidades ante as 244 mil comercializadas em dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, quando foram vendidas 193,5 mil unidades, a retração foi de 11,5%.

“Janeiro normalmente é um mês mais fraco para o setor, já que dezembro termina em um patamar mais alto todos os anos. É uma queda importante e estamos atentos, mas estamos comparando dados entre janeiros que tiveram com dias úteis diferentes. De qualquer forma, comparada a dezembro, a queda é  importante. Vamos acompanhar mais para frente porque ainda não dá para dizer que tem mudança relevante só a partir de um mês”, analisou Moraes.

As exportações chegaram a 25 mil unidades em janeiro deste ano, 34,8% a menos do que o registrado em dezembro, quando foram comercializadas no mercado externo 38,4 mil unidades. Na comparação com janeiro do ano passado, quando as exportações foram de 20,5 mil veículos, houve aumento de 21,9%. “Número bom para a exportação considerando o cenário, com pandemia na América Latina”.

De acordo com a Anfavea, o emprego em janeiro foi de 103,4 mil postos de trabalho no setor de autoveículos, o que representou um aumento de 2,1% em relação a dezembro (101,2 mil). Com relação a janeiro do ano passado, quando eram 107,2 mil vagas, houve queda de 3,5%. 

“Grande parte do acréscimo neste ano é por conta das montadoras ligadas a veículos comerciais, que voltaram a contratar. Boa parte dessas contratações são temporárias, com prazo determinado. Isso indica alento, mas certa preocupação sobre quão firme será a demanda num futuro próximo. Nós torcemos para que o emprego temporário seja transformado em permanente”, disse Moraes.

Metade dos restaurantes do Rio demitiu desde o início da pandemia

A pandemia de covid-19 gerou impactos financeiros aos restaurantes do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) e do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), 24% dos estabelecimentos tiveram redução de 50% a 75% do faturamento. Além disso, 22% tiveram redução de faturamento de 26% a 50% desde que a pandemia chegou ao país, em março de 2020.

Em consequência disso, 51% dos restaurantes tiveram que demitir funcionários, segundo o estudo.

Outra constatação da pesquisa foi que 31% dos empresários que tinham mais de um restaurante precisaram fechar pelo menos uma de suas unidades no período.

Como aumentaram os pedidos de entrega em domicílio (ou em outro local onde o cliente estiver), 86% dos estabelecimentos usaram esse tipo de serviço. Entre os canais utilizados, os principais foram o aplicativo iFood (86%), o WhatsApp (64%) e o telefone (56%).

Quando houve a reabertura física dos estabelecimentos, após a flexibilização das medidas de isolamento social, 58% dos restaurantes perceberam queda no faturamento desse tipo de modalidade de atendimento (entregas), enquanto 15% notaram aumento no faturamento de entregas.

Diante da vacinação da população, os empresários acreditam que as entregas representarão 34% do faturamento do setor em 2021.

Os três principais desafios mais citados pelos empresários para 2021 foram evoluir e ampliar os canais de vendas, dentro ou fora dos restaurantes (76%), ajustar a oferta com menu atrativo, competitivo e rentável (60%) e ampliar os canais de relacionamento e fidelização de clientes (60%).

“Vemos que o ano de 2021 será de adaptação para o segmento e vai exigir a leitura com hiperatenção ao ambiente de negócios. Pensando em tendências, vemos o cliente seguir comprando para consumir fora do local, o aprimoramento do delivery e das experiências geradas por esse serviço. Outro ponto é o aperfeiçoamento da segmentação das ofertas de serviços para entregar ou para retirar, para que o consumidor possa ser atendido nas suas ocasiões de consumo e em suas necessidades”, explica a responsável pelo estudo, Simone Galante.

Lilie Persson, auxiliar da técnica Pia, crê em seleção feminina “top”

Ivana Fuso, de 19 anos, foi a novidade da convocação da técnica Pia Sundhage para o She Believes, torneio que a seleção feminina de futebol disputará nos Estados Unidos entre os dias 15 e 24 deste mês. Nascida em Salvador, a meio-campista do Manchester United (Inglaterra) foi criada na Alemanha, país que defendeu nas categorias de base.

A jovem foi descoberta de maneira semelhante à Giovana, atacante do Barcelona (Espanha), natural de São Paulo e que também tem nacionalidade espanhola e norte-americana: por meio da observação de talentos brasileiros no exterior. Braço direito de Pia, de quem é auxiliar na seleção feminina, Lilie Persson é quem acompanha as jogadoras na Europa.

“[A Giovana] É um bom exemplo. Observei-a no Madrid CFF [Espanha] e vi que também tinha nacionalidade brasileira. O mesmo [aconteceu] com a Ivana Fuso. E talvez tenham mais. Então, temos de ser uma espécie de Sherlock Holmes [risos]”, diz Lilie, à Agência Brasil.

 Lilie Persson (esq.) foi apresentada na Seleção Feminina ao lado de Pia Sundhage em 2019..  Lilie Persson (esq.) foi apresentada na Seleção Feminina ao lado de Pia Sundhage em 2019..

Lilie Persson (à esq.) foi apresentada na seleção feminina ao lado de Pia Sundhage em 2019. – Luis Alvarenga/CBF

A missão da profissional sueca, de 53 anos, vai além de localizar novas Giovanas ou Ivanas. Cabe a Lilie acompanhar também as atletas que já integram o planejamento da seleção brasileira. Segundo ela, entre 20 e 25 jogadoras que atuam no Velho Continente estão no radar da comissão técnica. Dez das 25 convocadas para o torneio She Believes jogam na Europa, contra 11 que estão no Brasil, duas nos EUA e outras duas na China.

“Todas estão pensando na Olimpíada [de Tóquio, no Japão, entre julho e agosto], mas também olhamos a longo prazo. Após a Olimpíada, teremos uma Copa do Mundo [em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia]. Então, também observamos a nova geração”, explica a auxiliar. “Hoje em dia, temos sorte de poder assistir a maior parte dos jogos pela internet. A maior parte é transmitida. Na Suécia, por exemplo, transmitem as ligas [femininas] francesa, italiana e alemã. Infelizmente, tivemos a pandemia [do novo coronavírus]. Caso contrário, eu estaria assistindo aos jogos de forma presencial”, completa.

Com experiência em categorias de base, Lilie (à esq.) se tornou a Com experiência em categorias de base, Lilie (à esq.) se tornou a

Com experiência em categorias de base, Lilie (à esq.) se tornou a “olheira” para novos talentos da seleção feminina – CBF/Laura Zago/Direitos Reservados

Quando a seleção feminina está reunida, Lilie é uma das profissionais mais ativas nos treinos comandados por Pia. Durante as atividades, não é raro vê-la próxima às jogadoras, junto da também auxiliar Bia Vaz, conversando de forma individual e promovendo orientações específicas. A barreira do idioma, uma vez que a sueca ainda está aprendendo o português, não é problema.

“Tento pegar algumas palavras importantes, ligadas ao futebol. Algumas se tornaram minhas favoritas. ‘Fica com a bola’ e ‘tira daí’ soam muito bem no ouvido sueco. Uma vez, ouvi a Bárbara [goleira] gritar [para as marcadoras] ‘pega, pega!’, isso também chamou atenção. Somos todos seres humanos. É questão de saber deixar o outro confortável”, conta.

 

Parceria conquistou medalha de prata olímpica

E poucas pessoas conhecem tão bem a maneira de Pia trabalhar como Lilie. Antes de serem contratadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), elas estiveram juntas, por cinco temporadas, na seleção feminina da Suécia. Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, conquistaram a medalha de prata, superando o Brasil na semifinal. Também dirigiram a equipe do país em duas Eurocopas e na Copa do Mundo de 2015, no Canadá.

“Ela [Pia] vive esse esporte há anos, esteve em toda e qualquer competição possível e, ainda assim, quer sempre aprender coisas novas, todo dia. Acho isso incrível. Ela também é muito boa na forma de pensar sua equipe, de querer ter os melhores por perto, na fisioterapia, na psicologia, na comissão, na comunicação. E como pessoa, é muito divertido estar com ela. É fácil de se relacionar, ama futebol, ama a música e ama a vida”, descreve.

A carreira de Lilie, porém, vai além do período na seleção sueca principal. Foram 17 anos como atleta e quase uma década como treinadora e auxiliar de times suecos até chegar, em 2005, à federação de futebol do país escandinavo, na qual permaneceu por 14 anos. O último cargo dela foi o de coordenadora técnica das seleções femininas de base – onde também trabalhou com Pia, que era técnica da equipe sub-17 antes de vir ao Brasil.

Lilie Persson é fã do futebol brasileiro:   Lilie Persson é fã do futebol brasileiro:

Lilie Persson é fã do futebol brasileiro e acredita que a mistura com o modo europeu pode gerar bons resultados – Laura Zago/CBF

Com base nas quatro décadas de experiência, dentro e fora de campo, Lilie acredita que a mescla entre a metodologia europeia e a técnica das atletas brasileiras pode fazer da seleção nacional uma das maiores potências da modalidade.

“Tenho conversando com a Duda [Luizeli, coordenadora de seleções femininas da CBF] e a vejo determinada, trabalhando duro. Realmente penso que o Brasil pode se tornar uma nação top. Não diria que há certo ou errado, mas maneiras diferentes de olhar o futebol. E tenho enorme respeito pelo modo brasileiro. Cresci vendo Sócrates, Marta e outros grandes jogadores. Mas, penso que se colocarmos um pouco do modo europeu, no que diz respeito a analisar o jogo, o oponente, ser mais efetivo nesse sentido, a mistura pode ser fantástica. E o contrário também. Na Suécia, por exemplo, temos brasileiros levando a técnica daqui, que é muito superior a nossa”, conclui Lilie.

Primeiro Clássico dos Milhões do ano é crucial para Flamengo e Vasco

O primeiro Clássico dos Milhões de 2021 – mas que ainda vale pela temporada 2020 – tem caráter decisivo para Flamengo e Vasco, que se enfrentam nesta quinta-feira (4), a partir das 21h (horário de Brasília), no estádio do Maracanã, pela 34ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A partida será transmitida ao vivo pela Rádio Nacional, com narração de André Luiz Mendes, comentários de Mário Silva e plantão de Bruno Mendes.

O Rubro-Negro estará em campo de olho na Arena da Baixada, na torcida por um tropeço do Internacional contra o Athletico-PR – a bola também começa a rolar em Curitiba às 21h. Com 61 pontos, o time carioca está a quatro pontos do Colorado, líder do Brasileiro. Se vencer o Vasco e os gaúchos empatarem ou perderem, o Flamengo passará a depender só de si para ser bicampeão, pois terá um confronto direto com o próprio Inter na penúltima rodada.

Já o Cruzmaltino, que iniciou a rodada na 14ª posição, com 37 pontos, mira o fim do jejum de vitórias contra o rival (16 jogos, sendo sete derrotas e nove empates) para manter distância da zona do rebaixamento. O Gigante da Colina entrará em campo sabendo o resultado de concorrentes diretos, como o Fortaleza, que recebe o Coritiba às 18h30, na Arena Castelão, ou o Bahia – que encarou o Fluminense na última quarta-feira (3), na Arena Fonte Nova.

Em relação ao time que derrotou o Sport por 3 a 0 na última segunda-feira (1), na Ilha do Retiro, a única ausência certa é Diego Alves. O goleiro sentiu a coxa direita na segunda etapa da partida em Recife e foi substituído por Hugo Souza. Já o volante Gerson, que se recupera de uma entorse no pé direito, foi relacionado, mas é dúvida. No Vasco, o zagueiro Leandro Castan, expulso no empate sem gols com o Bahia em São Januário no domingo passado (31), dará lugar a Ricardo Graça.

O Flamengo de Rogério Ceni deve atuar com Hugo Souza; Maurício Isla, William Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Diego, Gerson (Pepê), Everton Ribeiro e Giorgian De Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel. Já o provável Vasco de Vanderleu Luxemburgo terá Fernando Miguel; Léo Matos, Marcelo Alves, Ricardo Graça e Henrique; Bruno Gomes, Léo Gil, Martín Benítez e Yago Pikachu; Talles Magno (Gabriel Pec) e Germán Cano.

O duelo desta quinta-feira é o terceiro entre Flamengo e Vasco pela temporada 2020. Em janeiro do ano passado, pela Taça Guanabara (primeiro turno do Campeonato Carioca), o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 no Maracanã, em jogo no qual os dois times foram a campo com garotos e reservas. O atacante Lucas Silva – que trocou o clube da Gávea pelo Paços de Ferreira, de Portugal – balançou as redes.

O reencontro foi em outubro, pela 15ª rodada da atual edição do Brasileiro, em São Januário. O atacante Talles Magno abriu o marcador para o Cruzmaltino, mas o zagueiro Léo Pereira e o atacante Bruno Henrique garantiram a vitória flamenguista por 2 a 1, de virada. O último triunfo vascaíno foi em abril de 2016: 2 a 0, pela semifinal do Carioca, em partida realizada na Arena da Amazônia, em Manaus.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

Acompanhe a transmissão ao vivo na Rádio Nacional:

Movimento global lança desafio no Dia Mundial do Câncer

O movimento global União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) lança este ano o Desafio dos 21 dias, pelo Dia Mundial do Câncer, lembrado hoje (4).

O desafio faz parte de uma campanha lançada em 2019, com o título “Eu sou, eu vou: Juntos, todas as nossas ações são importantes”, e destaca que o “eu” não significa somente indivíduos, mas qualquer cidade, organização ou entidade que queira participar do esforço de conscientização e educação sobre a doença. A campanha estimula também iniciativas que diminuam os índices de câncer no mundo.

No Brasil, a campanha da UICC conta com o apoio da Fundação do Câncer, que está lançando também hoje sua campanha 21 ações para 2021.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, disse que o foco da campanha da fundação este ano é incentivar as medidas de prevenção, para que se adotem hábitos de vida saudável. “A gente sabe que isso corresponde a uma proporção muito grande de situações que podem diminuir entre 30% e até 50% os casos novos de câncer anualmente, se todo mundo fizer”, afirmou Maltoni.

Parâmetros

A meta para este ano é estimular as pessoas a adotarem esses novos hábitos de vida. “Cada vez mais pensar em uma alimentação saudável, não fumar, quem fuma deixar o hábito, evitar o excesso de bebida alcoólica, agregar atividade física regular. Com isso, você também estará contribuindo para outros fatores de risco que são o sobrepeso e a obesidade”.

O tema da campanha 21 ações para 2021 é “Eu sou resiliente e vou inovar”, observando que apesar das dificuldades com a pandemia de covid-19, é possível e necessária a busca pela saúde. O diretor da fundação lembrou que além da estimativa de surgimento de 625 mil casos novos de câncer em 2021, no Brasil a população enfrenta uma pandemia de dimensão global.

A cada mês, a Fundação do Câncer vai divulgar nas mídias sociais e em seu site vídeos, entrevistas, lives e eventos. Haverá também divulgação de histórias de pacientes que conseguiram vencer doenças como o câncer, a partir da mudança de hábitos de vida.

Inca

O Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, também aderiu à campanha global. A instituição vai divulgar em sua página na internet os 21 desafios, um a cada dia, com o objetivo de melhorar a saúde dos brasileiros, apoiar alguém com câncer e entender melhor a doença.

A partir de hoje (4), durante 21 dias, será colocado um desafio por dia na página do Inca. Serão dadas dicas para cada desafio, diariamente, pela equipe do instituto. “Se todo mundo experimentar uma coisa diferente, nem que seja por um dia, quem sabe se anima a mudar o comportamento para sempre em sua vida. Essa é a ideia da campanha”, informou a chefe da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca, Liz Almeida.

Exames de rotina

Até novembro do ano passado, a vida seguia normal para a jornalista Keila Mendes. Apesar de enfrentar um ano de pandemia, com dois filhos em isolamento com ela tendo aulas online, a nova rotina já estava estabelecida e ela continuava a tocar a vida. Mas, aos 41 anos, descobriu um câncer de mama em estágio avançado. Ela conta que, ainda assim, o que a ajudou foi não ter se descuidado dos exames de rotina. 

“Em setembro, apesar de ser um ano de pandemia, eu já tinha agendado a minha consulta de rotina com o meu mastologista/ginecologista. Fiz todos os exames e o meu médico não percebeu todas as alterações, apesar de já ter apresentado nos exames uma pequena alteração na mama direita”. 

Mas Keila começou a ficar incomodada com o volume que estava sentindo. “Comecei a tocar. E aí resolvi ir em outra mastologista, dois meses depois. Ela pediu novamente uma ultrassonografia, no local indicado por ela, pois essa médica já tinha percebido que tinha uma coisa errada. Fiz a ultrassonografia com uma biópsia e dias depois saiu o resultado: dia 9 de novembro eu fui diagnosticada com câncer na mama direita”. 

O exame detectou o carcinoma ductal invasor, grau 3. O grau significa a agressividade e velocidade com que o câncer cresce e a possibilidade de metástase. “Meu oncologista disse que talvez esse tumor não tenha nem seis meses em mim, ele é de rápido avanço mesmo. O câncer estava com o tamanho de 8 cm por 6,5 cm, já estava grande e tinha chegado à axila, tudo bem que lá estava no grau 1, não tem metástase, mas já estava na axila”. 

Cada paciente recebe um tipo de protocolo de tratamento. No caso de Keila, ela faz primeiro as quimioterapias para reduzir o tumor. “Meu protocolo são quatro quimioterapias vermelhas, que são drogas mais fortes, e outras 12 brancas, que são drogas mais fracas. Como o tumor deu positivo para hormônio, terei que fazer um bloqueio hormonal por dez anos [após o tratamento inicial], mas aí já é com comprimido”, detalha.

Até o momento, ela fez as quatro vermelhas e quatro brancas. “O tumor já está no tamanho de 1cm por 1 cm. No final de março, termino as “quimio” brancas e farei uma cirurgia, provavelmente terei que retirar apenas o quadrante da mama direita e será feito um estudo da axila, para só depois definir se vou precisar esvaziá-la”.

Com tantos procedimentos, a jornalista tem se cuidado bem para manter também a saúde mental. “Tratar o câncer é um procedimento bastante invasivo, que mexe demais com o emocional, sabe? Conto com o auxílio de um psicólogo e até um psiquiatra que me indicou um remédio para ter uma sobriedade, porque envolve muitos exames, muitas consultas, o processo é muito desgastante, não só de descobrir uma doença tão séria como essa, mas por todo o procedimento que necessita ser feito”. 

Ela conta ainda que além do lado emocional, tem cuidado bem do físico. “Estou com nutricionista especialista em oncologista, fazendo atividade física três vezes por semana, que é de extrema importância, já que as drogas também atingem órgãos saudáveis, como o coração, então é importante manter uma rotina de exercícios e cuidar da mente, porque a cura começa pela mente. A minha [cura] já começou e é dessa forma que prefiro encarar esta minha realidade”. 

Para ela, o suporte emocional é essencial. “Foi importante nesse diagnóstico tão repentino, porque meus exames estavam todos em dia, foi importante primeiro a minha atenção ao tocar a mama, mesmo que meu médico tenha dito que estava tudo ok, por isso acho importante que as pessoas não descuidem da saúde, mesmo sendo um ano de pandemia”.

Além das precauções para a prevenção contra o novo coronavírus, Keila agora dobra a atenção. “Por ser paciente oncológico, tomo todos os cuidados aonde vou, é super bem estudado isso antes. Mas, apesar desse cuidado todo, as pessoas não podem se descuidar da saúde, mesmo sendo pandemia, precisa sim fazer os exames regulares, precisa se tocar e se conhecer e também seguir o seu instinto”.

Para ajudar outras pessoas, a jornalista usa o seu perfil no Instagram (@keila.mendes_) a fim de chamar a tenção sobre o tema e sua experiência com a doença. “Tenho feito lives no meu Instagram, não para pacientes oncológicos, mas para divulgar a minha história a pessoas que estão saudáveis. Se você parar para pensar, três meses atrás eu estava bem, minha vida normal e eu achava que a minha saúde estava toda ok, e de uma hora para outra tudo muda. Que esse 4 de fevereiro sirva para alertar a todos da nossa vulnerabilidade, da necessidade que temos de nos olhar como prioridade e de olhar para o outro com empatia. Dias difíceis virão, mas a certeza é de que depois virão dias de muita saúde”. 

Os 21 desafios estabelecidos na campanha da UICC são: Coloque cor no seu prato, Cheque sua caderneta de vacinação, Pratique meditação em movimento, Não esqueça o protetor solar, Faça um brinde saudável, Se conheça!, Durma bem, Treine como campeões, Abra seus ouvidos, Elogie alguém, Ria em voz alta, Aposte na salada, de olho na sua saúde, Dedique-se às amizades, Faça algo diferente, Quem canta seus males espanta, Mexa-se, Relaxe, Coloque fibra em sua vida, Não faça nada e Agradeça.