Boxe: Patrick Teixeira defende cinturão mundial pela 1ª vez no sábado

Na noite deste sábado (13), a partir das 22h (horário de Brasília), o pugilista brasileiro Patrick Teixeira fará a primeira defesa do título mundial dos médios-ligeiros da Organização Mundial de Boxe (WBO, sigla em inglês). A luta será no The Avalon, em Hollywood, Califórnia, contra o argentino Brian Castaño. A luta está prevista para 12 rounds.

Para manter o título conquistado em 2019, o lutador natural de Sombrio (SC) está em Oxnard, na Califórnia, desde o final de 2020 fazendo uma preparação especial para o combate. O treinamento incluiu preparação física com Cicílio Flores, que já trabalhou com estrelas do boxe mundial, como o filipino Manny Pacquiao e o ucraniano Vasyl Lomachenko. Patrick contou com sparings de nível internacional e participou também de um método ligado à fisiologia e à ciência do esporte.

O catarinense é dono do cinturão desde o dia 30 de novembro de 2019, quando bateu o dominicano Carlos Adames, por pontos, após 12 rounds. Patrick possui um cartel de 30 vitórias, sendo 22 por nocaute, e apenas uma derrota. O adversário está invicto como profissional, tem 16 vitórias (12 por nocaute) e um empate. O argentino Castaño foi campeão da Associação Internacional de Boxe (WBA, sigla em inglês) na categoria super meio-médio de forma interina em 2018 e oficialmente em 2019.

Com Avancini sendo decisivo, Brasil recebe Copa do Mundo de MTB

A União Ciclística Internacional (UCI) confirmou  que o Brasil receberá em 2022 uma etapa da Copa do Mundo de Ciclismo Mountain Bike (MTB). O evento ocorrerá entre os dias 8 e 10 de abril  em Petrópolis (RJ).  A organização será da CIMTB Michelin, em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Além de todas entidades esportivas envolvidas, Henrique  Avancini foi fundamental para a concretização do sonho de trazer a elite do esporte para o Brasil.  Avancini, em 2020,  ganhou  pela primeira vez uma prova de Cross Country Olímpico na Copa do Mundo de Mountain Bike e é o líder do ranking mundial da UCI. Há pelo menos quatro anos, ele trabalhava  para concretizar esse sonho.  Além disso, o torneio será realizado na cidade natal do campeão e na própria pista na qual ele treina quando está no Brasil. 

“Trazer uma etapa da Copa do Mundo para o Brasil é uma conquista enorme. Existia um desejo de muitas pessoas envolvidas no esporte, organizadores, todo o mercado, e esse desejo começou vir também por parte da União Ciclística Internacional (UCI) e da Red Bull TV, que é quem transmite a Copa do Mundo. Isso pela demanda e aceitação que o Brasil tinha com a modalidade, então esse interesse do Brasil, essa afinidade que o País tem com o mountain bike foi um dos principais fatores para que esse projeto começasse a tomar vida”, explicou Avancini à equipe de assessoria de imprensa. “No segundo momento, já um pouco mais sério de reuniões e conversas de bastidores, a UCI, através do Simon Burney, que é o diretor geral do MTB dentro da entidade, sinalizou que eles queriam vir ao Brasil, fariam de tudo para que fosse viável, mas a decisão teria que ser na minha cidade natal, em Petrópolis, pelo momento que eu vivo como atleta, pelo impacto que isso traz no mountain bike brasileiro. E a partir disso, o Rogério, que é organizador da Copa Internacional de MTB, foi quem abraçou esse projeto e foi respaldado também pelo histórico que tem de organização de eventos UCI” disse  aos assessores.

Essa será a segunda vez que uma etapa da Copa do Mundo de MTB será realizada no país. A primeira foi no ano de 2005, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. “Acho que é um grande marco, pra mim como atleta por ter alcançado uma relevância de importância internacional a ponto de pesar muito uma decisão como essa, é uma conquista do Rogério como organizador e da bicicleta no Brasil. Quando falo bicicleta me refiro ao mercado, atletas, público, quem ama e quem faz a bike no Brasil contribuiu para que isso acontecesse, então por isso eu enxergo não como uma conquista pessoal, mas como um grande reconhecimento ao nosso momento da bicicleta no Brasil. É algo para comemorar e celebrar muito, pois de fato é um marco enorme por tudo que tem sido feito nos últimos anos”, finalizou o ciclista.

Além de comemorar a conquista obtida fora das pistas, a temporada de 2021 será intensa demais para Henrique Avancini. O carioca tem Olimpíadas em Tóquio, Campeonato Mundial, Cape Epic.

Coluna – Street Fighter II comemora 30 anos 

No último sábado (6), um dos jogos mais populares da história dos videogames completou 30 anos. Street Fighter II foi lançado exclusivamente para fliperamas em 6 de fevereiro de 1991 e virou febre instantaneamente, definindo o gênero dos games de luta como o conhecemos hoje. 

Como o nome já indica, Street Fighter II não era o primeiro título da franquia, iniciada em 1987 com a versão original do game. Aquele jogo, porém, não permitia que o jogador escolhesse outro personagem que não o Ryu (ou o Ken, caso você fosse o segundo jogador). A quantidade de movimentos também era bem limitada, sem a possibilidade de combos, mas já estavam lá elementos que seriam aprimorados na continuação, como as barras de energia e golpes icônicos como o Hadouken, acionados por uma combinação de comandos.

Com Street Fighter II, a desenvolvedora Capcom queria focar em uma linha de jogos de luta, seguindo uma tendência iniciada com alguns sucessos dos anos 80, principalmente nos Estados Unidos, como Final Fight, da própria Capcom, Double Dragon (Taito) e Teenage Mutant Ninja Turtles (Konami). A empresa japonesa alcançou o sucesso como queria, talvez só não imaginasse o quão grandioso seria. Os fliperamas tomaram conta das lojas, bares e galerias no Japão e também do Ocidente: no Reino Unido, eles representaram nada menos que 60% de todos os gabinetes espalhados pelo país.

São muitos os motivos que podem explicar o sucesso por trás de Street Fighter II, mas a razão mais citada é a tela de seleção de personagens, algo inédito até então. O painel era bem limitado em comparação com os jogos de hoje: apenas oito lutadores representando seis nações diferentes, incluindo o Brasil. Ainda assim, finalmente era possível não se prender a um único guerreiro, e sim experimentar heróis tão diversos como um monge budista indiano, um lutador de sumô japonês ou o monstro amazônico Blanka. Dava para escolher até mesmo uma mulher, a praticante de artes marciais Chun-Li, em uma época que controlar personagens femininas ainda era bem raro.

Depois dessa boa recepção, não demorou muito para Street Fighter II ganhar versões para os consoles da época, como Super Nintendo e Mega Drive. O jogo também ganharia várias atualizações, a mais famosa delas a Super Street Fighter II, que dobraria o número de lutadores selecionáveis. Tamanho sucesso foi replicado em diversas mídias: quadrinhos, desenhos animados e até um filme live-action bancado por Hollywood nos anos 90. Street Fighter: O filme era protagonizado pelo astro Jean-Claude Van Damme, que deu vida ao lutador americano Guile. A franquia da Capcom também expandiu com muitos e muitos games, como a série prequel Street Fighter Alpha ou os spin-off Street Fighter EX. Não podemos deixar de falar nos crossovers, como X-Men vs Street Fighter (1996), que dariam início à bem sucedida série Marvel Vs Capcom. Participações especiais em outros jogos não faltaram, com a inclusão de Ryu no panteão de personagens de Super Smash Bros, sendo uma das incursões mais recentes e mais famosas.

O jogo também ganhou sequências oficiais, a última delas Street Fighter V (2016), exclusivo para PlayStation 4 e computadores. Pela primeira vez, a Capcom não apostaria em uma versão para fliperamas, que estavam – e ainda seguem – em declínio de popularidade. Ainda assim, uma versão arcade limitada para o Japão seria lançada três anos depois. Ainda hoje, SFV é atualizado com correções ou adição de novos modos, cenários e personagens. Até o fim deste ano, serão 45 lutadores selecionáveis, um recorde em qualquer game Street Fighter. Por enquanto, o número mais alto ainda está com Ultra Street Fighter 4 (2014), com 44 lutadores.

Street Fighter II também é um dos pioneiros no esporte eletrônico. Competições amadoras do jogo eram comuns desde o início dos anos 90. Uma delas, disputada em uma galeria de fliperamas na Califórnia, se transformaria no EVO, um dos principais torneios profissionais de games de luta do mundo. A partir de 2014, a Capcom também apostaria em campeonatos oficiais, criando a Capcom Pro Tour, um circuito que culminaria na Capcom Cup, reunindo os 32 melhores jogadores do planeta. A edição de 2020 foi cancelada por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), mas sa deste ano está confirmada no formato online nos próximos dias dias 20 e 21 de fevereiro. 

Aqui no Brasil, a série Street Fighter também fez bastante barulho, com direito à transmissão de desenhos animados na TV aberta e também nas telas de cinema. Blanka – a besta selvagem da Amazônia com o coração de um menino inocente – foi adotada com muito carinho pelos brasileiros. O nosso país sempre foi bastante representado nos games da série, com cenários na Floresta Amazônica, no porto de Santos e nos morros cariocas. Outros lutadores, mais próximos e semelhantes da nossa realidade, seriam introduzidos: Sean, em Street Fighter III, e sua irmã mais velha Laura, em Street Fighter V. Daqui, saíram também alguns dos melhores jogadores de Street Fighter do mundo, como Keoma Pacheco – top 8 no Capcom Cup 2015 -, e Thomas “Brolynho” Proença, que participou da final mundial em 2016 e 2017.

Por enquanto, a expectativa fica por conta de um possível Street Fighter 6, que muito provavelmente já está em desenvolvimento. Muitos especulavam que o jogo seria lançado em 2021, mas com a pandemia de covid-19 ainda presente, acredito que o game só deva mesmo chegar às lojas a partir do ano que vem. Enquanto isso, para quem quiser embarcar de cabeça na franquia, eu sugiro dar uma conferida na coletânea Street Fighter 30th Anniversary Collection, que reúne todos os jogos da série principal até o Street Fighter III: Third Impact. Os capítulos IV e V, mais recentes, também já se encontram a um preço bem reduzido, mesmo com todo o conteúdo adicional já incluído em suas versões definitivas :Ultra e Champion, respectivamente.

Thiago Monteiro cai para número 8 do mundo e deixa Aberto da Austrália

O brasileiro Thiago Monteiro se despediu do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam de 2021, na madrugada desta quinta-feira (11). Número 74 do ranking mundial de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), o cearense foi derrotado pelo russo Andrey Rublev, oitavo do mundo e sétimo cabeça de chave do torneio disputado em Melbourne (Austrália), por 3 sets a 0, com parciais de 4/6, 4/6 e 6/7 (8/10). O jogo foi válido pela segunda rodada da competição.

Apesar do equilíbrio ao longo dos sets, Monteiro teve dificuldades para lidar com o serviço de Rublev. No segundo set, o russo fez sete aces e cedeu apenas quatro pontos ao brasileiro nas vezes em que sacou. O brasileiro cresceu para valer na terceira parcial, chegando a ter três set points no saque do adversário, mas não conseguiu fechar o game. Em um tie-break muito apertado, o europeu de 23 anos levou a melhor, definindo a partida em 10/8, após uma hora e cinco minutos de duelo.

Foi a primeira vez que o Monteiro chegou à segunda rodada do Aberto da Austrália. Na estreia, o tenista cearense de 26 anos bateu o eslovaco Andrej Martin por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (8/6), 6/1 e 6/2. A melhor campanha dele em um Grand Slam foi na edição 2020 de Roland Garros, em Paris (França), quando caiu na terceira rodada.

Na terceira rodada, Rublev terá pela frente o espanhol Feliciano López. O tenista número 65 do mundo derrotou o italiano Lorenzo Sonego, 35º do ranking da ATP e 31º cabeça de chave do torneio, por 3 sets a 2, de virada, com parciais de 5/7, 3/6, 6/3, 7/5 e 6/4.

Brasileiro: Fluminense e Atlético-MG empatam sem gols no Maracanã

O Fluminense recebeu o Atlético-MG, nesta quarta-feira (10) no estádio do Maracanã, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro com um objetivo claro, vencer para garantir uma vaga na próxima edição da Taça Libertadores. Já o Galo queria triunfar para ficar vivo na briga pelo título. Mas o confronto terminou em 0 a 0.

Com o resultado, o time comandado pelo argentino Jorge Sampaoli fica na 3ª posição com 61 pontos. Já a equipe do técnico Marcão é a 5ª, com 57 pontos.

O jogo

As equipes fizeram um primeiro tempo movimentado, com as equipes acelerando as jogadas no meio campo, mas encontrando dificuldades de entrar na defesa adversária. As jogadas ofensivas até apareciam, mas não com oportunidades claras.

Pelo Galo, vale destacar um lance aos 17 minutos, quando o venezuelano Savarino chutou com perigo após boa jogada coletiva do time do técnico argentino Jorge Sampaoli. Já o Tricolor chegou bem aos 29 minutos, quando Fred recebeu passe na cara do goleiro Everson, que conseguiu abafar a jogada. O camisa 9 estava em posição de impedimento.

No intervalo, o técnico Marcão optou pela entrada do garoto John Kennedy no lugar de Fred, que sentiu lesão na virilha.

Mas quem chegou primeiro com perigo foi o Atlético-MG. Aos 5 minutos, o Galo trabalhou a bola perto da área do Tricolor. Savarino dominou na direita e cruzou para Eduardo Sasha, que finaliza de cabeça com perigo, mas para fora.

O time mineiro passou a manter mais a posse de bola e chegou novamente aos 14 minutos, quando Vargas bateu forte de longe, mas a bola desvia na defesa do Fluminense e vai para fora.

Aos 27 minutos o time das Laranjeiras teve oportunidade cristalina, quando Nenê lançou John Kennedy em profundidade. O garoto partiu em velocidade, mas, dentro da área, marcado por dois adversários, acaba caindo, mas o árbitro diz que não houve infração.

Cinco minutos depois o Galo respondeu com boa jogada. Após ótima trama coletiva, a bola foi tocada para Marrony na esquerda. O atacante cruzou rasteiro, mas Savarino chegou atrasado. Um minuto depois nova oportunidade do Atlético, em chute do volante Allan, que foi para fora.

O Galo passou a tentar ocupar o campo do Tricolor em busca de uma jogada mais trabalhada, enquanto o time das Laranjeiras começou a apostar claramente em jogadas de contra-ataque, aproveitando a velocidade dos seus homens de frente.

E de tanto trabalhar, o Atlético conseguiu criar nova oportunidade aos 46 minutos, quando Guilherme Arana recebeu na entrada da área e chutou muito forte para ótima defesa do goleiro Marcos Felipe.

O árbitro indica então que o jogo teria sete minutos de acréscimo, e o Fluminense se animou. Aos 47 minutos o peruano Fernando Pacheco recebeu passe na área, mas o goleiro Everson se adiantou para defender.

Três minutos depois, o peruano novamente teve oportunidade de marcar, quando recebeu de Egídio, ajeitou e chutou, mas Júnior Alonso conseguiu bloquear. E a chance mais clara veio no último minuto dos acréscimos, quando o uruguaio Michel Araújo aproveitou bola que sobrou e acerta, de muito longe, um belo chute no ângulo, que Everson defendeu para garantir a igualdade final.

Próximos jogos

O Galo volta a entrar em campo no torneio nacional no sábado (13), quando recebe o Bahia no estádio do Mineirão a partir das 19h. Já o Tricolor visita o Ceará na segunda (15), no estádio do Castelão a partir das 18h.

Veja a classificação da Série A do Brasileiro.

Em duelo eletrizante, Corinthians e Athletico-PR ficam no empate

Nesta quarta-feira (10), Corinthians e Athletico-PR fizeram uma partida extremamente movimentada na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 35ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O empate por 3 a 3 mantém as equipes vivas na briga pela última vaga à próxima Libertadores, destinada ao oitavo colocado. Posição ocupada justamente pelo Timão, com 49 pontos. O Furacão, com 47 pontos, está em 10º lugar.

Os primeiros 45 minutos na Neo Química Arena foram eletrizantes. Aos dois minutos, o meia Victor Cantillo lançou o lateral Fagner, que ajeitou de cabeça para Gustavo Mosquito. Dentro da área, o atacante deu um chapéu no zagueiro Pedro Henrique e fez um golaço. Antes dos dez minutos, o atacante Léo Natel teve duas oportunidades para ampliar, parando no goleiro Santos, e o meia Romulo Otero cabeceou à esquerda.

O Furacão conseguiu responder aos 13 minutos. O meia Fernando Canesin recebeu perto da meia lua e fez o pivô, rolando para o lateral Abner dominar pela esquerda e chutar forte, sem chances para o goleiro Cássio. Quatro minutos depois, o Corinthians voltou à frente. Após uma cobrança de escanteio, o zagueiro Gil escorou de cabeça e o volante Gabriel completou para as redes.

O terceiro quase saiu aos 32 minutos, mas Santos saiu bem do gol e evitou um golaço de cavadinha de Mosquito, com quem estava frente a frente. Como se fosse uma punição pelas oportunidades que os alvinegros desperdiçaram, o Athletico chegou novamente ao empate. Aos 33 minutos, depois de rodar um lado para outro da área, a bola foi em direção ao gol no bate-rebate. Cássio defendeu, mas Canesin aproveitou a sobra.

As equipes voltaram para o segundo tempo com o mesmo ímpeto. Aos seis minutos, Léo Natel e Mosquito, na mesma jogada, exigiram boas defesas de Santos. Aos oito, o Athletico perdeu um gol incrível. Depois de ficar sem ângulo ao driblar Cássio, o atacante Renato Kayser rolou para o meia Nikão finalizar em cima de Gil. A bola sobrou para o atacante Vitinho, que, mesmo sem goleiro, soltou a bomba no travessão.

Desta vez, foi o Furacão que pagou pela oportunidade perdida. Aos dez minutos, o meia Ángelo Araos escapou de dois marcadores e abriu para Mosquito, que invadiu a área pela direita e finalizou na saída de Santos, recolocando o Timão em vantagem. Aos 27, porém, Canesin cruzou da direita, a bola passou por Renato Kayser, mas não por Vitinho, que deixou tudo igual. Os times seguiram buscando a vitória, mas o empate prevaleceu.

As duas equipes voltam a campo no domingo (14). O Corinthians visita o Flamengo no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16h (horário de Brasília). O Athletico recebe o Atlético-GO na Arena da Baixada, em Curitiba, às 18h15. Os duelos valem pela 36ª rodada do Brasileirão.

Veja a classificação da Série A do Brasileiro.

São Paulo e Ceará balançam a rede nos acréscimos e ficam no empate

Com dois gols nos minutos finais dos acréscimos do segundo tempo, São Paulo e Ceará ficaram no empate por 1 a 1 no Morumbi, na capital paulista, pela 35ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O resultado desta quarta-feira (10) não atende à expectativa das equipes. Especialmente à do Tricolor, que perdeu a chance de encostar novamente na briga pelo título e chegou a sete jogos sem vencer pela competição nacional.

Herói da conquista da Copa São Paulo de Juniores em 2010 vestindo a camisa são-paulina ao lado de craques como o volante Casemiro e o meia Lucas Moura, Richard fez valer a lei do ex dos goleiros com grandes defesas no Morumbi. Do lado tricolor, o destaque foi a postura nos 45 minutos iniciais, com alta intensidade, diferentemente do que se via nas últimas partidas. Foi o primeiro duelo da equipe desde a saída do técnico Fernando Diniz. O time foi dirigido pelo interino Marcos Vizolli.

Com 59 pontos, o São Paulo permanece em quarto lugar, sete pontos atrás do líder Internacional, na zona de classificação à fase de grupos da Libertadores. O Ceará, por sua vez, foi a 46 pontos, na 12ª posição, a três do Corinthians, oitavo colocado e time que ocupa a última vaga via Brasileirão à próxima edição da competição sul-americana de 2021.

Em oito minutos de bola rolando, Richard mostrou que seria protagonista. Foram quatro boas defesas em tentativas dos meias Daniel Alves e Igor Gomes e dos atacantes Luciano e Pablo. Ele ainda apareceu mais duas vezes no primeiro tempo. Aos 26 minutos, evitou o gol de Pablo após bobeira do zagueiro Tiago. Aos 28, o camisa 91 do Ceará efetuou outra grande intervenção em cabeçada de Luciano. No rebote, o volante Tchê Tchê balançou as redes, mas, em posição de impedimento. O lance foi invalidado com auxílio do árbitro de vídeo (VAR).

O São Paulo tentou manter a postura agressiva no início do segundo tempo, mas pecou na pontaria. Aos poucos, o Tricolor perdeu força e o Ceará equilibrou as ações, ainda que sem criar lances de grande perigo. O duelo se arrastava para o apito final quando, nos acréscimos, tudo mudou. Aos 49 minutos, o goleiro Tiago Volpi se enrolou com a bola recuada pelo volante Luan e o atacante Léo Chu aproveitou para colocar o Vozão à frente. Só que aos 51, na sequência de um bate-rebate, Luciano, enfim, venceu Richard e evitou a derrota são-paulina.

O Tricolor volta a campo no domingo (14), às 20h30 (horário de Brasília), contra o Grêmio, na arena do time gaúcho, em Porto Alegre. O Ceará joga na segunda-feira (15) diante do Fluminense, às 18h, na Arena Castelão, em Fortaleza. As partidas valem pela 36ª rodada do Brasileirão.

Veja a classificação da Série A do Brasileiro.

Tocantinópolis e Palmas abrem decisão do Tocantinense com empate

O primeiro jogo da final do Campeonato Tocantinense de 2020, entre Tocantinópolis e Palmas, terminou empatado em 3 a 3. A partida desta quarta-feira (10) teve presença de torcedores nas arquibancadas do estádio João Ribeiro, o Ribeirão, em Tocantinópolis (TO). A equipe da casa teve aprovado, pela secretaria de Saúde local e pelo Conselho Municipal de Saúde, um plano de contingência para receber até mil pessoas em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segundo dados do Ministério da Saúde desta quarta-feira, Tocantins tem 105.577 casos confirmados do vírus. A incidência, de 6.712,4 registros a cada 100 mil habitantes, é maior que a média nacional (4.596,4). O total de óbitos por conta da covid-19 no estado é de 1.437. A taxa de mortalidade (91,4 a cada 100 mil pessoas), por sua vez, é inferior à do país (111,8).

Ao comprarem os ingressos, que custaram R$ 20, os torcedores tiveram que assinar um termo em que se comprometiam a seguir o protocolo de saúde, com aferição de temperatura na chegada do estádio, uso de máscara de proteção e de álcool em gel e permanência em local demarcado para acompanhar o duelo. Em circular divulgada na terça-feira (9), a Federação Tocantinense de Futebol (FTF) alertou que, em caso de descumprimento do protocolo, o Tribunal de Justiça Desportiva do estado (TJD-TO) seria informado.

Com a bola rolando, o meia Dhonata, de falta, abriu o marcador para o Tocantinópolis aos 22 minutos. Quatorze minutos depois, o zagueiro Léo Amaral, de cabeça, na sequência de um escanteio, ampliou para o TEC. O Palmas reagiu no segundo tempo e balançou as redes duas vezes, aos seis e aos 18 minutos, com o atacante Rafael Gladiador em duas cobranças de pênalti. Aos 31 minutos, os donos da casa voltaram à frente com o atacante Tety. Nos acréscimos, o atacante Bruninho empatou para o Tricolor da capital tocantinense.

As equipes se reencontram no domingo (14), às 15h30 (horário de Brasília), no estádio Nilton Santos, em Palmas. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.

Veja tabela do Campeonato Tocantinense.

Sport vence e Internacional perde chance de disparar na ponta

O Internacional perdeu a chance de abrir distância na liderança da Série A do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (10), o Colorado teve interrompida uma invencibilidade de 12 jogos pela competição ao ser derrotado pelo Sport por 2 a 1, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 35ª rodada.

Os gaúchos seguem com 66 pontos, um a frente do Flamengo, que empatou por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino no último domingo (7), no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). O tropeço também é celebrado por Atlético-MG e São Paulo (clubes que, matematicamente, também sonham com o título). O Rubro-Negro pernambucano foi a 41 pontos, na 14ª colocação, abrindo quatro pontos para a zona de rebaixamento, que é encabeçada pelo Vasco (17º), com 37 pontos.

O Cruzmaltino, aliás, é o próximo rival do Inter, no domingo (14), às 16h (horário de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro. O Sport, por sua vez, volta a campo na segunda-feira (15), às 20h, contra o Bragantino, na Ilha do Retiro, em Recife, na partida que encerra a 36ª rodada do Brasileiro.

Com dificuldades para entrar na área rubro-negra, fechada por uma linha de cinco defensores, o Inter exagerou na bola aérea e só levou a melhor em cabeçada do meia Caio Vidal, após cruzamento do lateral Uendel pela esquerda, rente à meta. O jogo parecia controlado pelo Colorado até Uendel ser expulso aos 25 minutos ao derrubar o atacante Marquinhos próximo à área. Para complicar a vida gaúcha, Marquinhos aproveitou um erro do volante Rodrigo Dourado e, de calcanhar, puxou contra-ataque com o volante Marcão, que driblou o zagueiro Lucas Ribeiro e abriu o marcador para o Leão aos 37 minutos.

O Inter respondeu três minutos depois, logo na primeira vez que entrou na área, com o meia Patrick balançando as redes na sobra de um bate-rebate. Nos acréscimos, Patric cruzou da direita, a zaga colorada parou entendendo que a bola tinha saído pela linha de fundo (o que não aconteceu) e o também lateral Junior Tavares aproveitou, dominando na pequena área e tocando para o atacante Dalberto recolocar o Sport em vantagem.

No segundo tempo, mesmo com um a mais, o Leão manteve a postura de aguardar os ataques do Inter. Aos 18 minutos, a trave evitou que Caio Vidal marcasse um golaço após jogada individual na entrada da área. Os pernambucanos também pararam no poste aos 30 minutos, em chute de fora da área do meia Thiago Neves. Sem inspiração, o Colorado continuou insistindo na bola aérea, mas consagrou Iago Maidana e Adryelson, dupla de zaga que liderou a muralha rubro-negra no Beira-Rio.

Leão também ruge alto em Fortaleza

O Sport não foi o único Leão a rugir alto e respirar na luta contra o Z-4 nesta quarta. Em Fortaleza, o Leão do Pici recebeu o Vasco na Arena Castelão e venceu por 3 a 0, chegando aos mesmos 41 pontos do Rubro-Negro pernambucano, ficando uma posição atrás (15º) por ter uma vitória a menos. Neste domingo, os tricolores do Ceará visitam o Palmeiras no Allianz Parque, em São Paulo, às 18h15.

O Gigante da Colina, com o tropeço na capital cearense, permanece nos 37 pontos e encerrará a rodada como primeiro time na zona de rebaixamento, pressionado para o jogo contra o Inter. Os cariocas têm a mesma pontuação do Bahia, que fica fora do Z-4 por ter uma vitória a mais que os cruzmaltinos.

O Fortaleza construiu a maior parte da vitória ainda no primeiro tempo. Aos seis minutos, Igor Torres abriu o marcador após receber passe do também atacante David, que passou com facilidade pelo zagueiro Leandro Castan. Aos 43 minutos, David bateu por cima do goleiro Fernando Miguel e ampliou. Na etapa final, Osvaldo cruzou pela esquerda e Romarinho, outro homem de frente do Leão, chutou de primeira para definir o placar. O atacante Germán Cano ainda balançou as redes pelo Vasco, mas o lance foi anulado pelo árbitro de vídeo, que viu falta na origem da jogada.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

Vôlei: Copa Brasil masculina tem semifinais nesta quinta em Saquarema

O Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), receberá as semifinais da Copa Brasil masculina nesta quinta-feira (11). O primeiro jogo, a partir das 19h, colocará frente a frente o EMS Taubaté Funvic e o Vôlei Renata, de Campinas-SP, reeditando a final do Campeonato Paulista, vencido pelo Vôlei Renata. 

A equipe de Taubaté (SP) tem parte do elenco recém-recuperada de um surto de covid-19. “Sem dúvida tem um equilíbrio muito grande, já nos enfrentamos algumas vezes nesta temporada, todas sempre muito equilibradas. A outra semifinal também tem grandes equipes. São as quatro equipes que mereceram estar aqui, as mais bem preparadas. A gente está vindo de um momento um pouco difícil, mas isso não é desculpa. Nesse momento, acho que a vontade e a determinação têm que suprir toda falta de ritmo dos jogadores que acabaram tendo COVID-19. Temos que tentar fazer nosso melhor para chegar à final, ganhar esse primeiro jogo, e depois conquistar o título”, disse o levantador Bruninho à equipe da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata.Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata.

Leandro Vissoto é uma das estrelas da equipe do Vôlei Renata. – Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Enquanto isso, no Vôlei Renata, o destaque é o oposto Leandro Vissotto, ex-jogador da Seleção Brasileira, que volta ao Centro de Desenvolvimento de Vôlei após seis anos. “Foi legal reencontrar, mudou pouco a turma que trabalha aqui. Parece que foi ontem que eu estava treinando aqui com a Seleção, mas tem seis anos que eu não voltava. E ver as fotos, do Mundial, do tempo que a gente estava aqui, é muito bacana. Para a semifinal, estamos com alguns problemas físicos. Então a gente tem que usar isso para fortalecer nosso time. A partida é decidida dentro de quadra”, destacou Vissotto.

O Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil. O Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil.

Cruzeiro busca o sexto título da Copa Brasil. – Célio Messias/Inovafoto/CBV

Às 21h30, também reeditando uma final estadual dessa temporada, acontece o clássico mineiro entre Sada Cruzeiro e Minas Tênis Clube. O levantador do Cruzeiro, Fernando Cachopa admite que a motivação para o confronto é grande na busca pelo sexto título de Copa. “É uma competição que a gente gosta muito de jogar, acho que os resultados mostram isso. Também juntou o clássico, que nos dá uma motivação a mais para jogar.

Os jogos contra o Minas sempre têm um lugar especial na história do clube. Então acho que vai ser uma disputa interessante. Acho que eles também vêm com esse sentimento de clássico, de querer vencer. Foi o único time que venceu a gente na Superliga até agora, então a gente fica com esse sentimento de querer dar mais um pouco. Mas acho que todo jogo a gente entra com esse sentimento de querer vencer, dar mais para ganhar, e acho que amanhã não vai ser diferente”, declarou Cachopa.

O Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil.O Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil.

Minas Tênis Clube joga com o levantador campeão olímpico William Arjona na semifinal da Copa Brasil. – Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O Minas Tênis Clube aposta no levantador campeão olímpico William Arjona. “As expectativas são as melhores. Acho que o time está em uma crescente, está jogando bem. Espero que esteja todo mundo bem no dia para a gente fazer um bom jogo”, analisou William.

Os vencedores dos jogos desta quinta-feira se enfrentarão na final da Copa Brasil na sexta-feira (12), às 21h30, também no Centro de Desenvolvimento de Voleibol em Saquarema.